Saúde realizará bloqueio sanitário em ação de repatriação de Brasileiros residentes da Bolívia

Natalia Leal Capille Serra 2 de abril de 2020
Saúde realizará bloqueio sanitário em ação de repatriação de Brasileiros residentes da Bolívia

Na manhã do dia 02 de março, a Prefeitura de Corumbá, por intermédio da Secretaria de Saúde, se reuniu com representantes da Anvisa, do Consulado Brasil-Bolívia e a empresa Andorinha para discutir a melhor maneira de realizar a logística de repatriação de brasileiros que residem na Bolívia.

A ação é uma realização do Consulado-Geral do Brasil em Santa Cruz de La Sierra, em coordenação com o Gabinete Consular de Crisedo Itamaraty, e contará com o apoio do setor de imigração da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército, do Estado de Mato Grosso do Sul e da Prefeitura Municipal de Corumbá.

O Prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes entende a urgência dessas pessoas retornarem para seu país, mas reforça que a ação tem que ser organizada, “sabemos da urgência que essas pessoas possuem de retornar ao Brasil, mas temos que pensar em todos os envolvidos, temos que evitar a aglomeração de pessoas, garantir a segurança em saúde de todos e evitar uma provável disseminação por possíveis contaminados”.

O Secretário de Saúde, Rogério Leite, conta “no nosso município ainda não há registros de casos positivos do Covid-19, vamos convocar mais servidores para intensificarem a barreira sanitária, vão entrevistar todos os viajantes. Os residentes em Corumbá, ficarão em isolamento domiciliar e serão monitorados pela Vigilância Sanitária”.

Ao chegar no Brasil, os viajantes deverão dar entrada na imigração da Polícia Federal, e realizar entrevista no bloqueio sanitário realizado pela Secretaria de Saúde. Somente após a realizar dos trâmites serão autorizados embarcar nos ônibus com destino a São Paulo.

Todos os viajantes deverão permanecer em isolamento domiciliar por 7 dias se forem assintomáticos e 14 se possuírem sintomas.

As pessoas que receberem a orientação para realizar o isolamento domiciliar ou quarentena e não cumprirem poderão sofrer responsabilização civil, administrativa e penal.

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