Inaugurado, monumento presenteado por Cuiabá reforça identidade entre os municípios

Corumbá inaugurou na manhã desta sexta-feira, 31 de janeiro, o monumento ‘Viola de Cocho’. A entrega do monumento integrou as comemorações dos 300 anos de Cuiabá, capital do Mato Grosso, celebrado ao longo de todo ano de 2019.

Instalada em frente ao Centro de Convenções, a obra – presenteada pela Prefeitura de Cuiabá – é uma retribuição ao obelisco oferecido em 1919 pelos corumbaenses em homenagem ao bicentenário da capital mato-grossense. Este obelisco está instalado na praça Luiz de Albuquerque, na orla do rio Cuiabá, na capital do estado de Mato Grosso.

O monumento ofertado pelo povo de Corumbá no século passado é uma réplica do Obelisco de Ramsés II que se encontra na praça da República – em frente ao prédio do Instituto Luiz de Albuquerque (ILA) e Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária – que homenageia os heróis da Guerra contra o Paraguai e é inspirado no existente na praça da Concórdia, em Paris, que foi construído a mando do faraó egípcio Ramsés II, em 4000 a.C.

Representando o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, o secretário-adjunto de Turismo daquela cidade, Marcelo Pires, destacou o significado do presente cuiabano para os corumbaenses. “Celebramos essa irmandade com Corumbá e que nossa irmandade perdure. Cuiabá ganha ao presentear Corumbá. Que essa obra não apenas embeleze, mas também se torne mais um ponto atrativo do município”. O secretário-adjunto também convidou o prefeito Marcelo Iunes para visitar Cuiabá e “estreitar ainda mais o elo” de amizade existente entre os dois municípios.

Presente à cerimônia, o deputado estadual Evander Vendramini afirmou ser um “reconhecimento histórico importante a retribuição de Cuiabá ao presente ofertado pelos corumbaenses 100 anos atrás. Corumbá tem uma ligação histórica com Cuiabá e esse presente é motivo de orgulho para nós”. O presidente da Câmara Municipal, Roberto Façanha, disse que Corumbá e Cuiabá são “cidades gêmeas, separadas pela divisão dos estados”. Primeiro vice-presidente do Legislativo Municipal, o vereador Tadeu Vieira, também acompanhou a solenidade.

Responsável pela definição do local e equipe que realizou a instalação do monumento ‘Viola de Cocho’ na área de passeio público do Centro de Convenções, a diretora-presidente da Fundação de Turismo do Pantanal, Elisângela Sienna, reforçou, num breve discurso, que a peça “emoldura com esplendor o cenário do Pantanal e as curvas do nosso rio Paraguai”. Empresário do setor de turismo, Luiz Martins, disse que a instalação evidencia “o potencial de Cuiabá e Corumbá” e frisou que a ‘Viola de Cocho’ é mais uma atrativo para contemplação turística.

O prefeito Marcelo Iunes destacou a “identificação histórico-cultural” existente entre os povos de Corumbá e Cuiabá apesar da distância. “Somos cidades irmãs, nossos povos têm uma relação cultural e histórica muito fortes, uma identidade mesmo. Juntas, nossas cidades tiveram importância fundamental no crescimento e desenvolvimento do Mato Grosso integrado. Seguimos agora com a missão de fortalecermos os laços e promovermos uma integração turística, cultural entre nossos municípios”, afirmou.

Iunes ressaltou que o monumento ofertado pelo povo cuiabano se tornou em “mais um cartão postal” de Corumbá. “É um grande presente que ganhamos, agradeço ao prefeito cuiabano, Emanuel Pinheiro, pela lembrança a Corumbá. É um atrativo turístico para Corumbá também, um belo espaço”, finalizou o chefe do Executivo corumbaense. A primeira-dama e secretária Especial de Cidadania e Políticas Públicas, Amanda Balancieri Iunes, participou da cerimônia, que contou com apresentações da Oficina de Dança e da Banda de Música Manoel Florêncio.

O monumento Viola de Cocho

A Viola de Cocho serve de moldura à memória ancestral desses 300 anos que nos constituíram como defesa e cerne de uma civilização.

O Tuiuiú, ave símbolo da maior planície alagada do mundo, nos lembra que as águas do Pantanal não separam, mas unem o Mato Grosso (MT) ao Mato Grosso do Sul (MS).Estados siameses em suas tradições e culturas gestadas na coragem indômita dos povos indígenas e no vigor dos brancos e negros que mais adentraram ao oeste da civilização ocidental.

Ao Centro da obra, representações estilizadas dos rios que formam a bacia pantaneira sobressaem como artérias pujantes da integração latino-americana e de ambos estados, celeiros do mundo. Representação dos Obeliscos que unem Cuiabá e Corumbá.

O Cardume nos remete à necessidade de nos mantermos unidos, ágeis vigilantes e com a imprescindível coragem de preservação deste patrimônio natural que antes de pertencer aos contemporâneos, é presente a humanidade futura.

O Sol, em destaque, pode ser interpretado como um século que se encerra ou o alvorecer dos tempos vindouros. A representação dos Vasos Cerâmicos é elo aos povos pré-colombianos formadores da cultura mato-grossense.

**Fotos: Renê Marcio Carneiro/PMC