Neste período do ano aumenta o número de abandono de animais

Dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) apontam que existem cerca de 30 milhões de animais abandonados nas ruas no Brasil, destes 20 milhões são cachorros e 10 milhões são gatos.

Estes números crescem de dezembro a fevereiro, justamente no período das férias. A veterinária e coordenadora do CCZ, Walkíria Arruda, explica “fora o abandono, em Corumbá há muitos animais que possuem donos mas estão em situação de rua, causando vários problemas de saúde pública, é preciso que as pessoas se conscientizem sobre a guarda responsável”.

A guarda responsável de animais prevê alguns princípios básicos, como: acomodação em espaço limpo e confortável; assistência médica-veterinária periódica e sempre que o animal necessitar; vacinação anual; alimentação e abrigo adequado; e  posturas que proporcionam uma boa qualidade de vida para o pet.

Importante lembrar que, uma vez que sejam abandonados nas ruas, os animais tendem a desenvolver diversos problemas de saúde, em especial devido aos efeitos psicológicos do abandono, que levam a maior irritabilidade, depressão e uma diminuição da imunidade.

Além disso, o ambiente de rua muitas vezes expõe os animais ao frio e à fome, além do contato com pulgas, vermes e carrapatos. Esse contato facilita a disseminação de doenças que podem, inclusive, chegar a humanos, como a Leishmaniose.

Lei pune maus-tratos em animais e inclui abandono

O abandono de qualquer espécie de animal configura crime de acordo com a Lei Federal nº 9.605/98, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. A pena para a infração é de três meses a um ano de detenção e multa, sendo aumentada de um sexto a um terço caso ocorra a morte do animal.

Além disso, o ambiente de rua muitas vezes expõe os animais ao frio e à fome, além do contato com pulgas, vermes e carrapatos. Esse contato facilita a disseminação de doenças que podem, inclusive, chegar a humanos, como a Leishmaniose.

Também é considerado crime manter animais em lugares anti-higiênicos ou que lhes impeçam a respiração, o movimento ou o descanso, ou os privem de ar ou luz. Outros exemplos são: deixar o animal sem água ou sem comida; abandonar animal doente, ferido, extenuado ou mutilado ou deixar de ministrar-lhe tudo o que humanitariamente se lhe possa prover, inclusive assistência veterinária.

 

**Foto: Renê Márcio Carneiro