Estreantes brilham e conquistam o título mais difícil da Maratona Aquática

Disputada na manhã desse domingo, 17 de novembro, a Maratona Aquática do Eco Pantanal Extremo foi vencida por dois estreantes na categoria mais difícil: a de 5  quilômetros. Entre os homens, o título ficou com Carlos Eduardo Sajonc.

“O meu receio antes da prova era encontrar algum bicho, porque eu que sou o corpo estranho dentro do rio, mas isso não aconteceu em nenhum momento. A maior dificuldade foi a temperatura da água, que estava bem quente. Não era uma prova pra ti acelerar desde o início que poderia faltar no final”, comentou o campeão.

Ele assegurou o lugar mais alto do pódio já nos metros finais da prova, já pra baixo da Ponte de Captação de Água. “Como já estava em terceiro meio que garantido, vi que os dois viraram a esquerda, eu resolvi vir no sentido contrário e deu certo. A reta final foi o diferencial e deu certo, apesar que no final quase não consegui entrar no funil de chegada”, continuou.

Natural de Porto Alegre e atualmente residindo em Campo Grande, Carlos Eduardo elogiou muito o Eco Pantanal Extremo e já garantiu presença em 2020. “Foi muito bacana. Foi minha primeira vez aqui e ano que vem estaremos novamente. Curto muito, foi nota dez. Eu tinha muita vontade de conhecer Corumbá, o Pantanal. Faz três anos que moro em Mato Grosso do Sul e ainda não tinha tido oportunidade de vir cá”, completou.

Sajonc concluiu a prova em 40’26. A segunda colocação ficou com Guilherme de Oliveira Luz Sperandio, que nadou em 40’27; a terceira com Pedro Luiz Germiniano da Silva, com 40’39; a quarta com Nicolau Serra, com 44’19; e a quinta colocação com André Esquivel, que fez em 47’12.

Entre as mulheres, a grande campeã foi Julia Maria Miranda Freitas, de apenas 15 anos. “No começo senti medo mesmo. Foi a primeira vez que nadei e fiquei com muito medo de bicho e de me perder por causa da correnteza, mas ainda bem foi tudo tranquilo”, afirmou a jovem nadadora.

“Não era esperado esse resultado. Realmente o receio tinha tanto dela quanto da gente. Foi a primeira vez dela na maratona, ainda mais no rio. Foi uma felicidade ver que ela teve a capacidade, concentração, lutou e chegou em primeiro lugar. Pra gente é uma felicidade enorme, muito bom mesmo. Não tem nem palavras pra descrever tudo isso. E olha que agora estamos bem mais calmos, mas durante a prova você fica bem tenso, bem apreensivo”, comentou o pai da atleta, Vantuil Domingues de Freitas.

A prata ficou com Maria Eduarda Amorim Casari, que concluiu os 5 mil metros em 46’07. O bronze ficou com Dianielly Mayara de Oliveira Camilo, com 46’42. Ana Carolina de Castro Muniz ficou em quarto com o tempo de 47’36 e Caroline Ribeiro, com 48’, ficou com a quinta colocação.