Blitz educativa marca celebração do Dia Internacional da Mulher

Panfletagem no cruzamento das ruas Dom Aquino e Frei Mariano, área central da cidade, marcou a passagem do Dia Internacional da Mulher. A ação foi promovida pela Prefeitura de Corumbá, por meio da Secretaria Especial de Cidadania e Direitos Humanos através da Coordenadoria de Políticas Públicas para a Mulher.

 

As equipes da Secretaria de Cidadania distribuíram panfletos com orientações sobre Lei Maria da Penha e violências de gênero e violência doméstica e familiar contras as mulheres. Foram esclarecidas questões referentes à violência física; psicológica; sexual; patrimonial e moral.

 

Coordenadora de Políticas Públicas para a Mulher, Wânia Alecrim de Lima, destacou a iniciativa e afirmou que o Município trabalha ao longo de todo o ano a defesa e proteção dos direitos da mulher. “Política pública é de janeiro a dezembro. Mas, como hoje é uma data especial, fizemos essa panfletagem com informações para que se multipliquem na cidade. Em Corumbá, a politica pública é o ano inteiro e referência no Estado, graças à Secretaria Especial de Cidadania e Direitos Humanos. Em Corumbá estamos trabalhando no enfrentamento, na proteção, temos uma política pública atuante em toda a rede, com profissionais da saúde, educação, cultura envolvidos. O prefeito Marcelo Iunes instituiu a Patrulha Maria da Penha, que vai ser de relevância ímpar no Estado , por isso Corumbá é referência”, afirmou.


A data

 

A luta das mulheres por melhores condições de vida e trabalho começou a partir do final do século XIX, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de 15 horas diárias, os baixos salários e a discriminação de gênero eram alguns dos pontos que eram debatidos pelas manifestantes da época. De acordo com registros históricos, o primeiro Dia da Mulher foi celebrado nos Estados Unidos em maio de 1908 (Dia Nacional da Mulher), onde mais de 1.500 mulheres se uniram em prol da igualdade política e econômica no país.

 

Vários acontecimentos levaram à criação de um dia especial para as mulheres. Um deles foi o incêndio numa fábrica de camisas em Nova York, ocorrido em 25 de março de 1911, que mataria 146 pessoas, dessas quais 129 mulheres. O número de vítimas se explica pelas péssimas condições de trabalho e porque uma porta estava fechada para impedir a fuga das trabalhadoras.

 

Esse incêndio levou à criação do mito de uma suposta greve que teria ocorrido em 8 de março de 1857, em Nova York, que não aconteceu. A confusão foi causada por jornais alemães e franceses na década de 60.

 

No entanto, o 8 de março teve origem com as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho, durante a Primeira Guerra Mundial (1917). A manifestação, que contou com mais de 90 mil russas, ficou conhecida como “Pão e Paz”, sendo este o marco oficial para a escolha do Dia Internacional da Mulher no 8 de março, data que somente foi oficializada em 1921. Com informações do site calendarr.com.