Prefeitura capacita mais duas turmas da Guarda na Patrulha Maria da Penha

A Prefeitura de Corumbá entregou na tarde desta sexta-feira, 04 de maio, os certificados de conclusão de mais duas turmas da Guarda Municipal capacitadas para atuação na Patrulha Maria da Penha. Já foram capacitados 120 agentes para atuação na Patrulha. O treinamento vai atingir toda corporação. A capacitação é coordenada pela Secretaria Especial de Cidadania e Direitos Humanos em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

 

“Esse treinamento é um serviço multitarefas que engloba várias áreas de atendimento e atenção à mulher. Estamos formando e capacitando os agentes da Guarda Municipal de Corumbá, que terão conhecimento do protocolo de atendimento em caso de violência contra a mulher”, destacou o secretário Especial de Segurança Pública e Defesa Social, César Freitas Duarte. “O prefeito Marcelo Iunes criou a Patrulha Maria da Penha pensando na proteção dos direitos da mulher. É um esforço da Secretaria Especial de Segurança Pública; da Secretaria Especial de Cidadania e Direitos Humanos”, disse que representou o chefe do Executivo Municipal na solenidade realizada na sede da OAB Corumbá.

 

O comandante da Guarda Municipal, Claudinei Soares Gonçalves, afirmou que com a formatura da terceira e quarta turmas do curso, a corporação já tem “mais de 50% do efetivo capacitado para atuar no enfrentamento à violência contra a mulher”.

 

Representando a Câmara Municipal, o vereador Tadeu Vieira, ressaltou a atuação cidadã da Guarda Municipal de Corumbá que “trilha o caminho da inovação ao capacitar seus agentes para atuar na defesa dos direitos da mulher. A Patrulha Maria da Penha é uma grande iniciativa”, disse. Também participaram da cerimônia de certificação, a coordenadora de Políticas Públicas para a Mulher, Wânia Alecrim de Lima, e o comandante do CPA-3 coronel Hélio Gauto.


A Patrulha

 

A Patrulha Maria de Penha (PMP) tem como objetivo acompanhar e atender mulheres em situação de vulnerabilidade vítimas de violência doméstica e familiar, além de fiscalizar o cumprimento das medidas protetivas de urgência. A Guarda Municipal de Corumbá vai ser a responsável pelo desenvolvimento da ação em parceria com a Secretaria Especial de Cidadania e Direitos Humanos.

 

Inicialmente, a Patrulha vai funcionar com viatura, quatro Guardas Municipais – efetivo que poderá ser ampliado gradativamente – e terá uma Coordenadoria. As equipes da Patrulha vão fazer visitas regulares às vitimas de violência com medidas protetivas. Nas visitas será verificado se a mulher foi agredida, maltratada e também ser houve desrespeito à medida protetiva determinada pela Justiça. Se for constatado o descumprimento da medida, a informação será encaminhada ao Ministério Público e Poder Judiciário. Isso fará com que o juiz adote medida mais gravosa contra o agressor, que pode seja a prisão imediata. O trabalho será realizado em parceria das secretarias especiais de Segurança Pública e Defesa Social e de Cidadania e Direitos Humanos.

 

A iniciativa da Prefeitura Municipal de Corumbá é a segunda a ser colocada em prática no Estado. É realizada em Campo Grande. Aqui, conta com parcerias do Poder Judiciário, Ministério Público Estadual e Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul. O Decreto 1.907 criando a Patrulha Maria da Penha foi assinado em janeiro pelo prefeito Marcelo Iunes.

 

Amparo legal


A Guarda Municipal está amparada na legislação para executar esse tipo de atuação. Dão suporte à iniciativa, a Lei Federal nº 11.340, de 07 de agosto de 2006, da assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar e das medidas integradas de prevenção; a Lei 13.022, de 08 de agosto de 2014, que estabelece o Estatuto Geral das Guardas Municipais; além do Decreto Municipal nº 1.765, de 08 de março de 2017, que instituiu a Rede Municipal de Proteção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher.

 

O anexo do Decreto Municipal traz na Carta de Princípios e Metas que a Rede Protetiva à Mulher deve: “acompanhar a implantação no Município da Patrulha da Lei Maria da Penha como forma qualificada de atuação específica da Guarda Municipal no sentido de dar instruções e informações sobre o tema da violência contra a mulher e sobre a aplicabilidade da Lei Maria da Penha e atuar no exato momento da violência, visando à formação qualificada de servidores e lideranças para que sejam capazes de dar orientação sobre questões de direitos da mulher, o que preconiza as Normas Técnicas de Uniformização dos Centros de Referência de Atendimento à Mulher em situação de Violência”.

 

Por sua vez, o Estatuto Geral das Guardas Municipais estabelece em seu artigo 3° que “são princípios mínimos de atuação das guardas municipais: proteção dos direitos humanos fundamentais, do exercício da cidadania e das liberdades públicas; preservação da vida, redução do sofrimento e diminuição das perdas”. No artigo 5°, o Estatuto diz ser competência específica das Guardas Municipais “articular-se com os órgãos municipais de políticas sociais, visando à adoção de ações interdisciplinares de segurança no Município; garantir o atendimento de ocorrências emergenciais, ou prestá-lo direta e imediatamente quando deparar-se com elas”.