Casa de Acolhimento ganha reforma e se adéqua às necessidades do local

Para que fique mais confortável, adequada e acolhedora, a Casa de Acolhimento Adiles de Figueiredo vai passar por processo de reforma e ampliação. Com ordem de serviço para ser iniciada, a obra está orçada em R$ 245,3 mil e deve atender às necessidades das crianças e adolescentes que vivem temporariamente no local. Atualmente, eles estão morando em residência provisória, até que a reforma seja realizada. A ordem de serviço já foi assinada pelo prefeito Ruiter Cunha de Oliveira. A Casa de Acolhimento é gerida pela Prefeitura de Corumbá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social.

 

“A intenção é tirar o aspecto institucional e oferecer características residenciais ao local. A criança que é acolhida está sendo retirada do seu seio familiar, da estrutura de residência que ela conheceu há muito tempo. A gente trabalha para que essas crianças sintam menos efeitos nocivos dessa situação. Precisamos levá-las para um local que se pareça com uma casa, com uma rotina doméstica, onde os funcionários conversem com elas, orientem e eduquem, além de manter na vida delas todas as atividades normais de uma criança, como ir à escola, ser assistida por médicos, passar pelo dentista, desenvolver atividades extraescolares, participar de atividades na comunidade e participar de aniversários. A ideia é manter o funcionamento de uma casa normal, com estrutura acolhedora”, explicou Haroldo Cavassa, secretário municipal de Assistência Social.

 

Joneize Costa, Gerente de Proteção Social Especial do Município, ressaltou que esses menores passam a viver na Casa de Acolhimento como medida protetiva, especialmente, quando estiverem em situação de risco social e pessoal. O direito ao lazer, à educação, à saúde, à convivência familiar e comunitária, dentre outros direitos devem ser assegurados pela família, no entanto, quando isso é negligenciado e/ou violado, institui-se medida protetiva como acolhimento. “Após o acolhimento dessa criança, pensamos em fazer tudo com muito respeito e cuidado para que ela não sofra com a situação, tentando manter a mesma rotina que tinha, mantendo a criança na mesma escola, nas mesmas atividades e oferecendo uma qualidade de vida adequada às suas necessidades. Todos que ingressam na casa são conduzidos pelo Conselho Tutelar. A equipe técnica trabalha para tentar diminuir ao máximo o tempo de permanência da criança e do adolescente na Casa”, afirmou.

 

A mudança da estrutura da Casa de Acolhimento tem a intenção de criar aspecto residencial e familiar, fazendo com que os acolhidos sintam-se à vontade em um ambiente propício ao desenvolvimento saudável. “O acolhimento é temporário, enquanto se busca a reinserção familiar. Desde o momento em que a criança é acolhida, é iniciado trabalho da equipe técnica no sentido de promover o acompanhamento físico e psíquico dela, assim como contato com seus familiares até o momento da reinserção na família de origem ou parentes próximos”, disse Joneize.

 

Lígia Urdan, arquiteta urbanista da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, explicou como é o projeto arquitetônico da Casa. “Será feita adequação para que não se pareça com uma instituição, mas como uma casa, onde a criança se sinta em seu lar. Será mais humanizada e algumas grades serão removidas. Azulejos das paredes dos quartos e das demais áreas não consideradas molhadas pela engenharia serão removidos. Será feita sala de estar com televisão e sofá. Administração saiu da casa, mas continua dentro do próprio terreno. Crianças e adolescentes que estavam dormindo no mesmo quarto vão ganhar dormitórios separados. Agora há quatro quartos: de crianças masculino e feminino e de adolescentes masculino e feminino, e os banheiros foram adaptados atendendo às normas da acessibilidade. Cada um vai ter armário, priorizando a individualidade. Além disso, um projeto paisagístico foi feito”, explicou a arquiteta.

 

Hoje, há cinco crianças e sete adolescentes vivendo na Casa de Acolhimento Adiles de Figueiredo, sendo que muitos deles são irmãos e, por determinação jurídica, não podem ser separados. O ambiente conta com equipe técnica com aproximadamente 18 funcionários, no entanto, a Secretaria Municipal de Assistência Social está contratando novos servidores para completar o quadro. O local funciona 24 horas e conta com coordenador, psicóloga, assistente social, cuidadores para acompanhar a educação, higiene, alimentação, tarefas de casa, cuidados domésticos e médicos de cada criança e adolescente. A Casa não possui placa ou qualquer item que a faça lembrar uma instituição.

 

Outras obras na Assistência Social

 

O prefeito Ruiter Cunha de Oliveira também assinou autorização para início de procedimento licitatório para implantação do Centro Municipal de Qualificação para o Trabalho, no bairro Nova Corumbá. No local, haverá reforma e readequação de áreas existentes, construção de sala multiuso, recepção, banheiros, equipamentos para playground e novas instalações elétricas e hidrossanitárias, no valor estimado de R$ 750 mil.

 

Além disso, foi assinada ordem de serviço para reforma da sede da Secretaria Municipal de Assistência Social. Haverá obras no telhado, implantação de acessibilidade, novas instalações elétricas e hidrossanitárias e pintura, no valor estimado de R$ 98,6 mil. Os recursos são provenientes do Fundo Municipal de Investimentos Sociais (FMIS).