Maio Amarelo: palestra aborda educação no trânsito

Dentro das ações do Maio Amarelo, estudantes acompanharam uma palestra sobre a campanha que tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. O evento aconteceu no plenário da Câmara Municipal de Corumbá e o diretor-executivo da Agência Municipal de Trânsito e Transporte (Agetrat), Paulo Guilherme de Arruda, representou o prefeito Ruiter Cunha de Oliveira.

 

“Durante uma década, até 2020, teremos esse movimento do Maio Amarelo em 173 países. O Brasil é o quinto colocado no ranking mundial em questão de número de acidentes. O Maio Amarelo é um movimento para conscientizar a população sobre os acidentes de trânsito e suas consequências”, disse o diretor-executivo da Agetrat.

 

Paulo Guilherme informou que o Município está intensificando as ações de segurança no trânsito como forma de reduzir os índices de acidentes que, no primeiro quadrimestre registrou um total de 110 ocorrências.

 

O palestrante Wagner Roberto Prado, que é presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do Estado do Mato Grosso do Sul, falou sobre a campanha e a respeito do trabalho que é desenvolvido por um trânsito mais seguro.

 

Década de Ação para a Segurança no Trânsito

 

A Assembleia-Geral das Nações Unidas editou, em março de 2010, uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. O documento foi elaborado com base em um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) que contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas.

 

São três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas ou a nona maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do PIB (Produto Interno Bruto) de cada país.

 

Se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos. A intenção da ONU com a “Década de Ação para a Segurança no Trânsito” é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, cinco milhões de vidas até 2020.

 

O Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, precedido por Índia, China, EUA e Rússia e seguido por Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito. Juntas, essas dez nações são responsáveis por 62% das mortes por acidente no trânsito. Com informações do site maioamarelo.com.