Caravana Banco do Brasil FCO reúne empresários e produtores rurais

Depois de passar por sete municípios de Mato Grosso do Sul, a Caravana Banco do Brasil FCO está em Corumbá. O evento acontece no auditório Salomão Baruki com palestras e rodada de negócios. A Caravana tem o objetivo de aproximar produtores rurais, empresários, federações, assistências técnicas, autoridades municipais e estaduais para agilizar o processo de financiamento e intensificar o desenvolvimento do Centro-Oeste. Cássio Costa Marques, secretário Municipal de Governo, representou o prefeito Ruiter Cunha de Oliveira no encontro. No Estado, o evento já passou por Campo Grande, Dourados, Maracaju, Naviraí, Ponta Porã, Três Lagoas e Chapadão do Sul.

 

O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) do Banco do Brasil oferece linha de crédito com prazos, limites e encargos financeiros diferenciados destinados a empresários que se dedicam a diversos tipos de atividades e a produtores rurais. Para este ano, estão sendo oferecidos 10,3 bilhões de reais em crédito para os três Estados da região mais o Distrito Federal. Só para o Mato Grosso do Sul, são oferecidos R$ 2,3 bilhões, cerca de 24% do total. Até maio, interessados no financiamento já conseguiram recursos na faixa dos R$ 400 milhões para investimentos.

 

Desde que foi lançado, em 1989, foram aplicados aproximadamente R$ 61,2 bilhões do FCO, realizadas mais de 953 mil operações e mais de 6,6 milhões de empregos gerados ou mantidos até dezembro de 2016. Na carteira atual do FCO em Mato Grosso do Sul, são R$ 5,5 bilhões em investimentos. Por causa do FCO, só em Mato Grosso do Sul foram gerados ou mantidos cerca de 1.135.000 de empregos desde 1989. No ano passado, a aplicação desses recursos foi feita em praticamente todos os municípios do Estado.

 

“A iniciativa do Banco do Brasil é muito boa porque o FCO hoje é uma das principais fontes de desenvolvimento do nosso Estado. Para todo o Centro-Oeste essa linha de crédito subsidiado é muito importante porque alavanca o nosso desenvolvimento. O que é importante é que é uma linha que fica efetivamente na nossa cidade, são recursos emprestados que movimentam a economia local e alavancam a economia corumbaense”, afirmou Renato dos Santos Lima, secretário municipal de Indústria, Comércio e Produção Rural.

 

“Todo empreendimento gera o aumento de empregos e é efetivamente isso que a gente busca, o aumento do nosso mercado de trabalho para que todos os corumbaenses estejam empregados. O financiamento subsidiário do FCO é uma das formas de incentivar o empresário a crescer, empreender, aumentar o seu negócio”, acrescentou o secretário.

 

O FCO financia empreendimentos de pequeno, médio e grande portes, sendo 50% desses recursos destinados às pequenas empresas. Trabalha com diversos segmentos empresariais para implantação, criação e capital de giro, por exemplo. Também atende à produção rural para instalação, ampliação, reforma, reposição, compra e manutenção de matrizes, entre outras atividades.

 

O diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, Marco Túlio Morais da Costa, lembrou da produção pecuária de Corumbá e do forte turismo da região. “Precisamos nos unir para organizar melhor essa cadeia produtiva que existe em cima do turismo aqui do Pantanal, que é uma das maiores belezas naturais do Brasil. Precisamos que haja um entendimento entre os comerciantes e empresários para que a gente possa estruturar melhor a vida desses turistas, recebê-los e fomentar aquilo que é a maior vocação do município, que além da pecuária”, disse. De acordo com ele, há recursos para fazer trabalho direcionado às necessidades de Corumbá.

 

Gláucio Zanettin Fernandes, superintendente estadual do Banco do Brasil, explicou como é organizado o FCO. “O Governo Federal estabelece as diretrizes, a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste regula essas diretrizes elencando quais seriam as prioridades para que virem financiamento. Os conselhos estaduais definem análise da proposta dentro das prioridades e o Banco do Brasil é o repassador dos recursos junto com outras instituições que têm dez por centro dos recursos”.

 

Segundo Gláucio, o Banco do Brasil pretende ajudar empresários especialmente nesse período em que o Brasil começa a sair da crise financeira. “A gente confia muito no setor produtivo, o Banco do Brasil se posiciona ao lado do setor produtivo e o FCO existe para contribuir com o desenvolvimento do Centro-Oeste”, pontuou o superintendente.