Município faz diagnóstico das demandas da comunidade Guató

A administração do prefeito Ruiter Cunha de Oliveira começou um levantamento para identificar as demandas das 35 famílias da etnia Guató que vivem na aldeia Uberaba, na ilha Ínsua. A coleta de dados foi realizada na quarta-feira, 19 de abril, pela Fundação de Meio Ambiente do Pantanal.

 

O diagnóstico quali-quantitativo abordou questões cotidianas dos moradores da aldeia. “É para que tenhamos perspectivas das ações para desenvolvermos aqui. Vamos buscar parcerias para ações conjuntas com saúde, assistência social e outras aqui”, disse a diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, Ana Cláudia Moreira Boabaid.

 

O questionário aplicado pela Fundação de Meio Ambiente trouxe questões relacionadas a programas de transferência de renda; produção familiar de mandioca, milho arroz e feijão; criação de animais como galinhas, porcos e se é desenvolvido algum tipo de agricultura comercial. Também apurou situações relacionadas a atendimento médico; problemas ambientais que identificam na região; educação. Ainda levantou a questão da promoção de oficinas de artes, cursos, capacitações e palestras educativas para a comunidade.

 

Segundo o cacique Luiz Carlos de Souza Alvarenga, a maior preocupação é com a Educação e o ensino dos jovens índios. “Precisamos de apoio para a escola, para termos uma área pra esportes, hoje só temos o campo de futebol. Precisamos de uma quadra de vôlei, futebol de salão e outros esportes. Precisamos de material para a escola como livros didáticos e ver também se ampliamos as salas de aula, porque não temos a educação infantil e precisamos disso, temos muitas crianças pequenas. Educação é prioridade nossa”, afirmou o líder da aldeia Uberaba.

 

Na aldeia Uberaba funciona a Escola Estadual Indígena João Quirino de Carvalho Toghopanãa. Ela atende 49 alunos no Ensino Fundamental e Ensino Médio nos períodos matutino e vespertino. As salas são multisseriadas.