Pesquisa revela movimentação financeira no entorno da Passarela do Samba foi 5% maior que 2016

Entre 24 e 28 de fevereiro, o comércio no entorno da Passarela do Samba teve uma movimentação financeira 5% maior que em 2016. É o que mostra o levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Produção Rural, juntamente com a Fundação da Cultura e Patrimônio Histórico de Corumbá.


O Relatório Sintético da Movimentação Econômica e Financeira coletou dados dos seguintes segmentos: blocos oficiais e independentes, comércio formal e informal que atuam na região da Passarela do Samba movimentaram R$ 1.677.554,08, enquanto no ano anterior, o mesmo levantamento apontou um movimento financeiro de R$ 1.598.620,52. “Isso significa que os foliões consumiram mais durante a festa, mesmo em um cenário de crise econômica”, explicou o secretário Municipal de Indústria, Comércio e Produção Rural, Renato Lima.

 

Foi o que percebeu os empresários Antônio Franco de Oliveira e Cleonice Vargas Mecias. O casal adquiriu uma barraca para venda de arroz na chapa e, pelo segundo ano consecutivo no Carnaval, percebeu a manutenção das vendas. “O movimento do Carnaval nos permite vender cerca de 30 kg de arroz por noite, é um pouco acima do que vendemos o ano passado”, concluiu Cleonice depois de ter vendido todo o estoque da noite.

 

Os blocos oficiais e independentes de Corumbá, juntos somaram R$539.775,00. Em seguida, o comércio informal, que leva em consideração as barraquinhas e os ambulantes, movimentaram R$488.182,45 na economia corumbaense. O comércio formal, entre bares e restaurantes, obteve R$426.306,38 nos dias de Folia de Momo. A festa também gerou empregos, sendo que a remuneração de postos de trabalho dos blocos oficiais e independentes somou-se R$223.290,25.

 

Parceiro na pesquisa, o diretor-presidente da Fundação Municipal da Cultura e Patrimônio Histórico, Luiz Mario Cambará, acredita que o aumento de 5% na movimentação econômica deu-se principalmente pelo crescimento dos ambulantes e das vendas de barracas. “Prova que o Carnaval além de aquecer a economia do município, gera emprego e renda com a informalidade e mão-de-obra das entidades carnavalescas”, observou.

 

Há cinco anos trabalhando nas noites de carnaval, Eduardo Santos convocou a família inteira para trabalhar no pólo gastronômico que funcionou na Avenida Delamare. “Cada um é responsável por uma barraca, minha mãe, eu e minha esposa. Por noite vendemos 450 espetinhos fora os lanches. Trabalhar no Carnaval é um investimento que sempre tem retorno para os negócios”, afirmou.

 

Para Renato Lima a amostragem é fundamental mostrar que o investimento feito pelo poder público tem retorno. “Mais uma vez o carnaval está dentro do nosso calendário de evento, nosso maior evento cultural. Não é só investimento, tem todo esse retorno que movimenta a economia local, fortalecendo mais uma vez a cidade como referência em eventos culturais”, disse Renato Lima.

 

“Não ganha só o turismo ou a cultura, ganha o comércio, o microempresário, o ambulante, a economia formal e informal. É muito gratificante para a secretaria mostrar que estamos fomentando e fortalecendo mais uma vez com o carnaval da nossa cidade”, ressaltou.

 

Diante dos dados, Cambará destaca não cabe mais o discurso que o Carnaval significa gasto de dinheiro público. “Deixou de ser isso há muito tempo. O dinheiro arrecadado no Carnaval com impostos e taxas públicas retorna para a educação, saúde, infraestrutura. Enfim, a festa é o melhor negócio econômico para nossa cidade. Todos ganham”, lembrou.