A Pesada abre desfile do Grupo Especial de Corumbá empolgando o público

A história do descobrimento do Brasil foi levada de forma caricata pela Escola de Samba A pesada para a passarela do samba. Abrindo o desfile da segunda-feira de carnaval, a agremiação apostou na fácil leitura do enredo, ‘ De Cabral ao atual um Brasil sem igual, culturas, danças e miscigenação, assim surge a arte popular’ para conquistar consecutivamente o título de campeã, mas dessa vez do grupo especial.

 

A escola mostrou com detalhes em suas 14 alas a chegada de Cabral nas caravelas e seu deslumbramento com os encantos do Brasil, bem como os donos da terra, a colonização, a migração, os costumes e as riquezas da terra.

 

O enredo começou por um setor dedicado aos donos da terra, no caso, os índios, a apropriação, corte portuguesa, colonização de terras, passando pela invasão, república, a religião, comemorações tradicionais, e terminando com o Brasil atual e seus descendentes. Com leveza e facilidade, a história estudada durante período escolar foi contada de forma colorida, descontraída e com riqueza de informações.

 

Falando em leveza, o samba, foi cantado de ponta a ponta pela escola e pelo público, o que fez a apresentação, ganhar ainda mais visibilidade.

 

A ala das baianas que foi a primeira a passar pela passarela do samba representando a simbologia da bandeira de Portugal, prenunciava o espetáculo que se seguiria com musas da agremiação mostrando a mistura de raças.

 

A bateria vestida de Corte Portuguesa do Mestre João Victor Ibarra, caracterizada por sempre surpreender durante os desfiles, não decepcionou e mostrou uma evolução irreverente apresentada pela rainha de bateria, Samya Cristine, fantasiada de Maria a Louca que foi rainha de Portugal e também do Brasil.

 

O primeiro casal de mestre sala e porta bandeira, Kléber  e Kássya Costa desfilou a riqueza extraída de terras brasileiras. Sendo assim, as indumentárias abusaram do dourado, reluzindo o brilho do ouro.  

 

Os cinco carros alegóricos apresentaram desde a ida para as terras, mais tarde descobertas até a criação do pavilhão da República Federativa do Brasil, destacando os 26 estados e o Distrito Federal. Destaque para o presidente da escola, Ney Colombo que passou na última alegoria representando a brasilidade.

 

A passagem pela avenida General Rondon foi finalizada com o Brasil de 2017, com composições de misturas do país dos africanos, espanhóis, holandeses, ingleses, italianos, orientais dos ocidentais, tal qual, das cores, danças, ritmos e festas populares mundialmente conhecidas.

 

 

FICHA TÉCNICA

Data de fundação: 06/01/1970

Cores da escola: Azul, Amarelo, Branco e Rosa.

Componentes: 800

Nº de alas: 14

Tripé: 01

Carros alegóricos: 05

Presidente: Neidival Colombo

V. Presidente: Neidivaldo Colombo (gugu)

Autor do enredo: Ricardo Oliveira

Carnavalescos: Roberto Barrios (Betinho) e Marcus Rorras

1º Mestre Sala: Kléber Costa – 1ª Porta Bandeira: Kássya Costa

Mestre de Bateria: João Victor Ibarra

Rainha de Bateria: Samya Cristine

Diretor de carnaval: Neidivaldo Colombo (Gugu)

Harmonia: Dulcinéa Preza

Cronometragem: Catarina de Oliveira

Concentração/dispersão: Neidivaldo e Flavius colombo

Sinopse e relise: Ricardo Oliveira

Compositor (samba de enredo): Rafael Tubino, Victor Alves, Thiago Morganti, Shazam.

 

Enredo: De cabral ao atual um brasil sem igual

culturas, danças e miscigenação, assim surge a arte popular.…

 

caldeirão cultural,

expressão de amor a pesada chegou, sorria bis

“isso aqui, ôô”… é o meu brasil! a pulso forte dá um show de alegria

 Singrando os mares, eu vou

As caravelas vão chegar à nova terra

Os nativos observam os navegantes Surge uma nova era Nos tempos da invasão O mal da escravidão fez o meu povo lutar

É a bravura de quem vence o grilhão E neste chão irá brilhar

 

Portos abertos,

Pode chegar! pra se encantar com o meu país bis o imigrante é o retrato desta gente, ô de Coração feliz!

 

“Mama Mia”, que beleza

É a cultura italiana por aqui!

Vai ter cerveja, riqueza alemã E a indústria, o inglês vai expandir Vindos do oriente Trazem a sabedoria do sol nascente

Glória…ao povo que faz o Brasil

Valente, vivaz, varonil,

Presente pra sempre a cantar Eu sou…a mistura de raças guerreiras

 Virei a nação brasileira

E hoje vou te emocionar