Prefeito anuncia obras na cobertura da Igreja Nossa Senhora da Candelária

A Prefeitura de Corumbá vai executar obras de contenção na estrutura do telhado e do forro da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária. O anúncio foi feito na tarde de ontem, quarta-feira, pelo prefeito Paulo Duarte, durante um encontro com o bispo diocesano de Corumbá, Dom Segismundo Martinez Álvarez, e com integrantes da comunidade católica.

 

Na oportunidade o prefeito firmou um termo de cooperação com a Diocese e entregou cópias de todos os projetos arquitetônico e complementares do prédio, cuja obra foi contemplada pelo PAC das Cidades Históricas.

 

“A restauração do prédio da igreja foi aprovada e está no PAC das Cidades Históricas. No entanto, até o momento, não recebemos autorização para execução dessa obra, bem como de outros prédios que foram contemplados”, explicou Duarte.

 

“Diante disso, firmamos um compromisso com a Diocese de Corumbá, cedendo todos os projetos e, ao mesmo tempo, autorizamos uma equipe nossa para fazer os levantamentos necessários na estrutura do telhado e do forro da igreja. A Prefeitura, com recursos próprios, vai executar as obras de contenção necessárias no local”, anunciou o prefeito.

 

Dom Martinez informou que uma comissão foi formada para buscar outras alternativas (recursos), visando execução da obra. “Não temos recursos para executar as obras necessárias. Vamos buscar e os membros da comissão vão discutir isso”, explicou, não descartando inclusive buscar apoio do Governo do Estado.

 

Ele explicou que está acompanhando o processo de restauração do prédio da igreja desde o seu início, antes mesmo da obra ser incluída no PAC das Cidades Históricas. “Acompanhamos a elaboração de todos os projetos e o que o prefeito falou hoje, não é novidade para mim. Trata-se de uma área tombada que, sem autorização do Iphan, não poderíamos fazer nada. Agora o Iphan autorizou e vamos buscar recursos para iniciar a restauração”, disse, agradecendo o prefeito pela decisão de executar as obras de contenção na cobertura do prédio.

 

O termo de cooperação firmado com a Diocese de Corumbá já vinha sendo tratado pelo prefeito Paulo Duarte e pela diretora-presidente da Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico, Maria Clara Scardini, já há vários dias.

 

A cedência de cópias dos documentos se deve ao fato de que a Diocese, junto com a comunidade, está estudando formas de arrecadar recursos para execução das obras necessárias no prédio. “Enquanto isto não acontece, o prefeito já nos orientou a fazer um levantamento da estrutura e realizar os serviços necessários para que a igreja seja reaberta”, disse Maria, citando que os serviços serão realizados de forma emergencial, para que a igreja possa ser reaberta ao público.

 

Termo de cooperação

 

O termo de cooperação foi firmado entre as duas partes após o Iphan ter autorizado a busca de outras alternativas de se viabilizar a execução da obra, enquanto se espera a liberação de verba federal. A Diocese está disposta a arrecadar, por esforço próprio, fundos para executar parte ou integralmente a obra e o assunto está sendo tratado por uma comissão da própria igreja.

 

Os projetos cedidos pela Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico à Diocese de Corumbá são os seguintes: projeto arquitetônico, incluindo restauração dos monumentos, planilha quantitativa-orçamentária com cotações, memória de cálculo e composições; bem como projetos complementares (projeto de estrutura metálica, estrutura e fundações; projeto de segurança contra incêndio e pânico; projeto de instalações elétricas e luminotécnicas; projeto de instalação de água fria e esgoto).

 

Maria Clara lembra que para a execução da obra, a Diocese deverá contratar empresas cuja qualificação técnica para os serviços previstos seja comprovada pela Fuphan, por meio de comprovação de Responsabilidade Técnica (CRT) na modalidade executada, sendo obrigatória a nomeação pela Diocese de arquiteto e de responsável técnico pela execução da mesma. 

 

igreja

Restauração da Igreja foi incluída no PAC das Cidades Históricas, mas obras ainda não foram autorizadas e nem recursos foram liberados (Arquivo PMC)