Festa da Santa Cruz expande tradição de fé entre família há mais de um século

Fé, tradição e família. Essas três palavras são os pilares que mantém viva há 146 anos um dos festejos mais representativos da região de Corumbá. A Festa de Santa Cruz reuniu neste final de semana, entre sábado e domingo, 07 e 08 de maio, 7 mil convidados no Parque de Exposições Belmiro Maciel de Barros, entre eles, o prefeito de Corumbá, Paulo Duarte, e secretário de Governo, Márcio Cavasana.

 

Nos primeiros anos, a festa era realizada entre os integrantes da família Alves de Arruda na família até o ano de 1978, ocupando cerca de 30 dias entre preparativos e realizção, porém a fama de milagres atribuídos ao artefato de madeira foi crescendo e atingindo outras pessoas.

 

A origem da festa, segundo o realizador deste ano, João Alves de Arruda surgiu com o bisavô dele, Maurício, que desbravando a região encontrou a cruz conservada até hoje entre a família. Muitos acreditam que o objeto seja remanescente da Guerra do Paraguai e um sinal de morte, mas para o desbravador era justamente o contrário: de vida, de união, da presença de Jesus. Assim, ele batizou o local de Morro da Santa Cruz.

 

A festa, que começou entre familiares, hoje reúne pessoas de várias cidades de Mato Grosso do Sul e de estados como Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro. “A gente prepara com muito amor, muito carinho e fé. Eu, sinceramente, não sei onde vamos parar porque a cada ano a festa cresce mais”, disse João Alves de Arruda.

 

Para proporcionar uma festa com tantos momentos distintos – missa, jantar, bailes, quebra-torto e almoço -, só tendo centenas de colaboradores. De acordo com João, este ano, foram cerca de 800. Durante a festa, muitos doadores reforçam o compromisso com o ano seguinte, bem como muitos novos são angariados. Não importa o quanto, nem o conteúdo da doação. De acordo com João Alves de Arruda, o que importa é a vontade da pessoa em contribuir para a manutenção da festa.

 

Novas gerações da família Alves de Arruda já estão sendo preparadas para manter viva a festa com todos seus rituais de fé e confraternização. Por tudo o que ela representa ao longo desse tempo para a região é que há uma proposta de que ela seja inserida no calendário de eventos da cidade.