Corumbá realiza oficinas e rodas de conversa sobre anemia falciforme

A Associação Corumbaense das Pessoas com Doença Falciforme (ACODFAL), em parceria com a Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde e Assistência Social e Cidadania, estão realizando até o dia 14 de abril, oficinas e rodas de conversa sobre a Anemia Falciforme, que é um conjunto de distúrbios que causam a deformação e destruição dos glóbulos vermelhos, e acontece com maior frequência na população negra e seus descendentes, mas também acontece em brancos e não é contagiosa.

 

Segundo o professor Davi Vital do Rosário, vice-presidente da ACODFAL, o dia 11 de abril é uma data importante para a associação, pois marca a morte da Walthênia Agda Costa, que tinha a doença, foi a fundadora da Associação, presidiu o Conselho Municipal de Saúde e faleceu em 11 de abril de 2013 em Brasília durante Marcha da Saúde.

 

“Essa temática tem sido debatida constantemente nos nossos encontros e aproveitamos essa semana, que é a semana municipal, que a gente fala sobre a doença falciforme aqui no município de Corumbá, em parceria com a Associação de São Paulo, com a doutora Berenice que já realiza esse trabalho lá, e ela propôs que a gente trouxesse para cá essa temática”, explicou Davi lembrando que a Associação está completando quatro anos de criação e já tem feito grandes avanços.

 

Um desses avanços será que a partir do ano que vem a Prefeitura criará uma “Semana de Prevenção ao Traço e Anemia Falciforme”, a informação foi dada pela secretária de Saúde, Deisiane Silva.

 

“A partir do ano que vem, todo o dia 11 de abril, teremos uma semana destinada a anemia falciforme, essa semana o prefeito Paulo Duarte assinará o decreto para que possamos assim ampliar o conhecimento sobre essa doença, afinal aqui na cidade pelos últimos dados que temos tivemos oito casos da doença sendo um bebê”, disse Deisiane.

 

No debate do primeiro dia foi a vez da doutora em Saúde e Desenvolvimento na região Centro-Oeste e presidente da Associação de Anemia Falciforme do Estado de São Paulo (AAFESP), Berenice Assumpção Kikuchi, e Silmara Assumpção, coordenadora geral da AAFESP, que explicaram sobre a anemia falciforme e a participação social e as políticas públicas. 

 

“Mostramos um pouco do histórico da anemia falciforme desde a sua origem, porque existem muitos equívocos mesmo na hora de dar os diagnósticos e também queremos tirar um pouco desse estigma que as pessoas tem, como se fosse um estigma de inferioridade. E depois colocaremos uma inserção cultura para os profissionais de saúde e familiares também, mostrando também como as associações atendem esses familiares, pois se eles realizam dar esse suporte e dar boas práticas, isso pode ser incorporado no serviço público. Sempre enfocado as políticas públicas e a legislação que existe no estado que ela precisa ser implementada e para ela ser implementada o movimento social e a população precisa saber como gerar e toma conta das leis que nós mesmos ajudamos a gerar”, explicou.

 

Os próximos temas discutidos pelo encontro serão “O quesito raça cor como norteador de políticas públicas de equidade”; “De crianças a adultos com anemia falciforme: superando obstáculos na reinserção social positiva” e “Sugestões e propostas para avançar na equidade por meio de gestão compartilhada”.