Concurso de desenho premiou alunos que retrataram rio Paraguai

Os vencedores do concurso de desenho que teve como tema “A importância do Rio Paraguai para Corumbá” foram premiados na manhã desta quarta-feira, 06 de abril, durante um passeio de barco pelo rio que serviu de inspiração para os mais de 300 trabalhos concorrentes.

 

Organizado Prefeitura Municipal, por meio da Fundação de Meio Ambiente do Pantanal em parceria com a Secretaria de Educação, o concurso foi destinado para alunos da Rede Municipal de Ensino (REME) que estão cursando da 1ª à 5ª séries do Ensino Fundamental, abrangendo faixa etária de 06 a 10 anos de idade.

 

A vencedora Nadiany dos Santos Costa, com apenas 06 anos,  da escola Clío Proença, foi uma das mais jovens participantes e contou que estava confiante na vitória. A garotinha que sonha em ser médica revelou que adora desenhar a natureza e por isso participar do concurso foi uma diversão. Acompanhada da mãe, Nadiany recebeu como prêmio um notebook doado pela empresa Caimasul e disse que irá usar o computador portátil para estudar e se divertir.

 

“Escola, Prefeitura de Corumbá e famílias devem caminhar juntos por isso é importante vocês, pais, estarem aqui nesse momento. Devemos cuidar para que vocês que estão pequeninos aqui possam desfrutar no futuro com as gerações vindouras.”, disse a secretária de Educação de Corumbá, Roseane Limoeiro.

 

O terceiro lugar, Marcello Cabral Rodriguez, 09 anos, da escola Izabel Corrêa de Oliveia, ganhou uma bicicleta oferecida pela empresa Joice Tur, porém o que mais o empolgou foi mesmo o passeio de barco, uma novidade para o garoto que esteve na companhia do pai e do professor orientador, Victor Hugo.

 

“A gente deixou as crianças bem livres para criarem e representarem seus pensamentos sobre o tema, então esse trabalho foi um mérito do aluno que representou a diversidade da fauna e toda a vida trazida com a presença do rio”, comentou o professor Victor que é artista plástico e prima pela liberdade de expressão dos pequenos.

 

A vice-prefeita Márcia Rolon falou sobre o poder transformador que a arte traz na vida das pessoas, principalmente das crianças, que podem inserir novos conceitos em uma geração logo mais conduzirá os rumos do mundo.

 

“Acredito muito que a Educação transforma, mas prática também, então fazer um desenho, dançar, cantar, então a memória corporal que essas crianças levam com essa prática é para sempre”, avaliou ao cobrar uma postura mais combativa para a preservação da natureza.

 

“Eu me admiro que a gente fica quieto demais. Estamos gritando por Mariana, mas ninguém grita mais pelo Taquari, são famílias que deixaram de ser pantaneiros de suas gerações, de perder nossa cultura” disse ao lembrar o assoreamento de um dos mais importantes rios do Pantanal.

 

Nessa linha de pensamento, o diretor-presidente da Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, Antônio Rondon, destacou números que mostram a responsabilidade que cada um de nós tem pela conservação desse recurso natural.

 

“Dos 3% de água doce que temos no planeta, 2% estão em forma de gelo nos pólos, sobrando 1% de água em rios, lagos e lençóis freáticos. É um recurso que tem que ser preservado. Quero fazer um convite para que vocês se tornem protetores da água, que sejam referência dentro da escola quando se fala em meio ambiente”, pediu o gestor aos pequenos estudantes.

 

Também foi premiado o segundo colocado, Alexsander Victor Adorno da Silva, 08 anos, 3ª série C (Matutino), da escola Ângela Maria Perez. Ele recebeu um tablet (2º) doado pelo Instituto do Homem Pantaneiro.

 

Os vencedores ainda participarão das atividades do Dia Mundial do Meio Ambiente comemorado no mês de junho. Ao idealizar o concurso de desenho, a Fundação de Meio Ambiente observou que a conservação do Rio Paraguai é, sem dúvida, uma questão que preocupa e mobiliza diferentes segmentos da população corumbaense, e que informações, abertura de diálogos, troca de experiências e o incentivo de reflexões para as crianças, podem fazer a diferença para o meio ambiente, além de ser uma forma de incentivar e valorizar a construção pedagógica no cotidiano escolar, já que as crianças são o futuro do planeta.