13º salário deverá injetar cerca de R$ 40 milhões na economia local

Durante este mês de dezembro a economia local recebe um aporte de R$ 40,5 milhões com a liberação do pagamento do 13º salário para cerca de 17,2 mil trabalhadores. O cálculo do estudo leva em conta dados divulgados pela Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), referentes ao ano de 2014.

 

No caso da RAIS, consideramos todos os assalariados com carteira assinada, empregados no mercado formal, nos setores público (estatutários ou celetistas) e privado, que trabalhavam em dezembro de 2014, acrescido do saldo do Caged de 2015 (até setembro).

 

Quanto aos valores das remunerações, utilizamos a média aritmética simples, informada pela RAIS no ano base de 2014, atualizado pela variação média do INPC, no período janeiro-setembro de 2015.

 

No levantamento dos dados, não estão incluídos autônomos, pensionistas do INSS, assalariados sem carteira assinada ou trabalhadores com outras formas de inserção no mercado de trabalho que, eventualmente, recebam algum tipo de abono de fim de ano, por serem de difícil mensuração. No entanto, convém ressaltar que esses valores também deverão contribuir com o fomento local.

 

Não foram distinguidos os casos das categorias que receberam antecipadamente o 13º ou parte dele, por definição, por exemplo, de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) ou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

 

Assim, os dados apresentados constituem apenas uma projeção do volume total de 13º salário que será injetado na economia corumbaense, nos dois últimos meses de 2015.

 

A estimativa apresentada, considerando os setores econômicos, conforme classificação de grupos do IBGE nos anos de 2014 e 2015 e a correspondente variação anual, foi a seguinte:

 

Extrativismo Mineral, R$ 6.368.955,62 em 2014, R$ 5.971.543,08 em 2015, variação negativa de 6%; indústria da transformação, R$ 1.577.129,45 em 2014, R$ 1.867.588,96 em 2015, variação de 18%; indústria, R$ 287.439,76 em 2014, R$ 310.375,24, variação de 8%; construção civil, R$ 358.074,71 em 2014, R$ 315.095,19 em  2015, variação negativa de 12%; comércio, R$ 4.501.841,75 em 2014, R$ 5.180.385,66 em 2015, variação de 15%; serviços, R$ 10.289.693,62 em 2014, R$ 11.335.964,64 em 2015, variação de 10%; administração pública, 12.713.178,26 em 2014, R$ 13.022.327,91 em 2015, variação de 2%, e agropecuária, R$ 2.045.321,04 em 2014, R$ 2.530.433,69 em 2015, variação de 24%. No total, o décimo terceiro injetou na economia local R$ 38.141.634,21 em 2014, e agora, serão R$ 40.533.714,37, uma variação de 6%.

 

Em 2015, o aumento de 6% do valor total se comparado a 2014 no município se deve ao ganho no salário dos trabalhadores e não muito em função do número de trabalhadores. Isso porque, apesar de que em 2014 o número de trabalhadores formais serem maior do que o registrado em 2013, o saldo de 2015 é negativo e afeta o resultado final. Portanto, neste ano, o peso maior para este resultado 6% maior é o volume de salário e não o quanto de mão de obra trabalhando formalmente.