Ouvidor Municipal é premiado em concurso literário de cunho social

Ouvidor da Prefeitura Municipal de Corumbá, o professor Gilmar Fernandes Martins recebe nesta sexta-feira, 27 de novembro, um dos prêmios do II Concurso Literário Internacional Justiça e Igualdade Racial. Ele foi o segundo colocado na categoria prosa, com “Maria Preta” e recebeu menção honrosa com o texto “Mistério”. Os contos estão disponíveis para leitura no site (http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=174255).

 

A relação de Gilmar com o mundo das Letras começou muito cedo, aos 15 anos. Desde lá, ele vem somando um acervo que, hoje, poderia ser publicado em livro, porém essa foi a primeira vez que o professor de matemática, de 45 anos, participou de um concurso literário. Segundo o premiado, ele resolveu participar do concurso depois que viu a divulgação das inscrições em um jornal de Corumbá.

 

Gilmar se inspirou numa personagem bastante conhecida das ruas de Corumbá para escrever o texto premiado. Maria, como é chamada por muitos, vive há décadas pelas ruas da cidade e, apesar dos sistemas assistenciais e de proteção, ela sempre manifestou o interesse de permanecer na condição que vive.

 

Com seus poucos pertences acomodados em um carrinho, a senhora negra com lenço na cabeça habita vários cantos da cidade e raramente é afeita à conversas. Ela prepara sua própria comida, cuida de suas roupas e segue sendo sempre vista pela população.

 

Já o poema “Mistério”, que recebeu menção honrosa no mesmo prêmio literário, foi inspirado no movimento simbolista do poeta Cruz e Souza.

 

Há quase três décadas morando em Corumbá, o mineiro Gilmar destaca a influência da atual secretária municipal de Educação, Roseane Limoeiro, em seus escritos. Ele afirma que a gestora é uma leitora crítica da produção do professor.

 

Assim como os demais finalistas, Gilmar terá seus textos publicados na Antologia Justiça e Igualdade Social – Edição 2015, produzida pela editora “Celeiro de Escritores”. Os demais finalistas são: Adail Alencar Taveira, Adriana Lazari, Dhiogo José Caetano, Edinalva de Assunção Lima, Francisco Ferreira, Franklin Magalhães, Gilmar Fernandes Martins, Igor Vitorino da Silva, José Carlos Tavares, José Luiz Paiva da Silva, Josenilson Ferreira Leite, Leonir A. LigorMenegati, Marcos Coelho Cardoso, Maria Elisabete L. Barbosa, Monique Franco, Odenir Follador, Paulo Martorano, Raphael Miguel, Rogério e Débora dos Passos.

 

A ideia do concurso, que tem apoio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS). surgiu depois que Marise Andreatta se tornou membro da Academia Douradense de Letras e pensou em promover a cultura literária local e internacional. A primeira edição ocorreu em 2014 e sempre contou com parceiros para divulgação do concurso e para poder oferecer prêmios aos vencedores.

 

Esse ano, a seleção incluiu poesia e prosa, sendo que a última podia ser miniconto, crônica e ensaio. Especialista em Direitos Humanos pela UFGD, Marise Andreatta escolheu o tema com cunho social. Os textos versaram sobre assuntos como ética, humanidade, dignidade, inclusão social, justiça, diversidade, igualdade, direito, guerra, injustiça, sociedade, amor, paz, harmonia, exclusão, vida, morte e textos afins.