Quebra-Torto com Letras abre o segundo dia do FASP em Corumbá

Um delicioso e reforçado café da manhã pantaneiro, acompanhado de um bate-papo sobre literatura, marcou o segundo dia do Festival América do Sul Pantanal (FASP). O Quebra-Torto com Letras, uma conversa recheada de poesia, literatura e música regional, começou na manhã desta sexta-feira, 21, no Instituto Moinho Cultural Sul-Americano.

 

E o primeiro dia teve a participação da Orquestra Corumbaense de Viola Caipira do Sesc, que fez o público viajar ao som de “Trem do Pantanal”, “Comitiva Pantaneira” e canções do grupo Chalana de Prata. Entre os presentes, o prefeito Paulo Duarte; o secretário estadual de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação, Athayde Nery, e a vice-prefeita e presidente da Fundação de Cultura de Corumbá, Márcia Rolon.

 

Em um espaço que já se tornou tradicional na cidade, o prefeito elogiou o evento e a sua vice, ao relembrar as dificuldades que a instituição tem enfrentado ultimamente. “O Moinho Cultural só está de pé pela força da Márcia e de empresas que tem visão. Corumbá respira arte e cultura e a gente quer fortalecer ainda mais isso. Uma prova é o Quebra-torto com Letras que, mais uma vez, lota este espaço tão importante, que há anos vem formando cidadãos”, afirmou.

 

O secretário Athayde Nery compartilhou as palavras do prefeito. Corumbaense, ele lembrou a sua infância vivida na região pantaneira. “O Quebra-Torto é esse resgate das tradições pantaneiras. Uma união entre gastronomia e culinária do nosso Pantanal”.

 

Autores

 

Com a oportunidade de trazer para o público participante do Festival América do Sul Pantanal uma mostra do fazer literário sul-mato-grossense, apresentando autores de diferentes tendências e gêneros literários, o Quebra-Torto deste ano fez um bate-papo com três deles: Ciro Ferreira, Patrícia Pirota e Paulo Robson, que mostram estratégias para despertar o gosto pela leitura em crianças e adolescentes.

 

Com livros publicados voltados para o público infanto-juvenil, o escritor Ciro Ferreira, que ministra oficinas de contação de histórias, teatro e técnica de circo para crianças e adolescentes, apresentou um pouco do seu trabalho. “O saber popular é a forma mais eficaz de você fazer literatura”, comentou Ciro destacando que a contação de histórias com o trava língua é fantástico para trabalhar em escolas.

 

Além de Ciro Ferreira, os escritores Paulo Robson de Souza e Patrícia Pirota contribuíram também, aproximando o leitor da voz que singulariza a vida, narra a descontinuidade, relata paixões e dá concretude e poder à imaginação. Professora, a escritora Patrícia Pirota começou escrevendo poemas na internet, e acabou compilando tudo em livro.

 

Paulo Robson é professor do curso de Biologia da UFMS, em Campo Grande, e usa discurso científico com cultura popular para escrever seus poemas. Ele mistura a vida animal com música, transformando isso em livro e CD.

 

Experiência

 

Para a estudante de pedagogia Jaynara Cardoso, participar do Quebra-Torto com Letras é sempre enriquecedor. “Todos acrescentaram muito e o material exposto, e eu destaco o do Paulo Robson, é extremamente lúdico e atrativo para criança, facilitando assim o trabalho desenvolvido com elas”.

 

Jaynara ainda acrescentou a valorização da cultura pantaneira. “Esse Pantanal é nosso. E a maneira como Robson ajuda a passar isso, ensinando biologia por meio da música, faz com que a criança se apaixone ainda mais pelas belezas da nossa região e sejam inseridas nesse contexto”, completou.