Taxa de sobrevivência das empresas em Corumbá é de 92%, aponta pesquisa

A taxa de sobrevivência das empresas em Corumbá em 2014 foi de 92%, bem superior ao índice alcançado em todo o Mato Grosso do Sul, que foi de 74%, e acima também de Campo Grande (71%), Dourados (74%) e Três Lagoas (69%).

 

É o que aponta pesquisa realizada pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Indústria e Comércio. O resultado supera em 2% o índice registrado em 2012. Já o fechamento ou mesmo a mortalidade das empresas no município, reduziu para 8% de 2012 para 2014.

 

De acordo com estudo baseado nos dados da Secretaria de Receita Federal e divulgado pelo Sebrae em 2013, tomando como referência as empresas brasileiras constituídas em 2007 cujas informações estavam disponíveis na Receita Federal até 2010, Mato Grosso do Sul apresenta taxa de sobrevivência das empresas de 74%.

 

Este resultado é semelhante à região Centro-Oeste (74%). A publicação divulgou ainda os resultados para os municípios de Campo Grande (71%), Dourados (74%) e Três Lagoas (69%).

 

Corumbá

 

A pesquisa da Secretaria de Indústria e Comércio foi baseada em dados da Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems). O secretário da pasta, Pedro Paulo Marinho de Barros, celebra os números positivos e destaca que tudo isso é fruto dos programas e projetos desenvolvidos pela administração do prefeito Paulo Duarte nos últimos anos, visando o fortalecimento da economia local.

 

Conforme ele, a pesquisa apontou que as empresas corumbaenses apresentaram taxa de sobrevivência em elevação nos últimos 11 anos, de 2004 a 2014, de acordo com dados da Jucems. Já a taxa de mortalidade, ou seja, de empresas que iniciam suas operações e não conseguem prosperar, a redução foi de 15%.

 

Ele destaca também que, analogamente, o resultado da pesquisa significa que “as empresas locais têm tido condições favoráveis para a produção, oferta de produtos e prestação de serviços, movimento que resulta em um efeito multiplicador na sociedade, pois gera emprego e renda para a região”. 

 

O economista da secretaria, Raul Asseff Castelão, observa que o resultado indica que, a cada cem empresas abertas no município, entre 2012 e 2014, aproximadamente 92 sobreviveram aos dois primeiros anos de vida, período este, considerado por especialistas, como uma fase crucial para a continuidade das atividades, uma vez que os riscos nesta fase são maiores e mais complexos.

 

Os fatores que contribuíram para a melhora da taxa de sobrevivência das empresas corumbaenses estão divididos em macroeconômicos e microeconômicos, os quais destacam-se aperfeiçoamento do Supersimples, legislação favorável, mercado fortalecido, aumento da demanda, capacitação empresarial e aumento da população economicamente ativa (macroeconômicos). Fechamento de comércio ilegal que praticava concorrência desleal, capacitação empresarial e de líderes (Sistema S), legislação favorável (desburocratização), integração empresarial, aumento da população economicamente ativa e ações integradas de fomento ao comércio (microeconômicos).

 

“Como exemplo de evidências de que o mercado local obteve resultados positivos no referido período é a variação do número de abertura de novas empresas entre 2004 e 2014, que foi de 271%, enquanto a variação de extinção de empresas foi de 201%. Isto representa uma média de 433 novas empresas abertas, e aproximadamente 70 extintas nos últimos 11 anos”, cita Castelão.

 

Método

 

O trabalho foi realizado a partir do processamento e da análise das bases de dados mais recentes, disponibilizados pela Junta Comercial do Estado do Mato Grosso do Sul. “É importante ressaltar que existem muitas experiências relacionadas ao tema que, normalmente, utilizam os dados da Secretaria da Receita Federal e, pela falta de disponibilidade de tais dados, no que refere ao município de Corumbá, optamos pela base de dados da Jucems”, acentuou, acrescentando que o conceito de estabelecimento constituído e encerrado, foram consideradas apenas Microempresa (ME), Empresa de Pequeno Porte (EPP) e grande empresa.