Povo das Águas atende mais de 700 pessoas em quatro dias de ação

A primeira ação de 2015 do Programa Social Povo das Águas termina nesta quinta-feira, 12 de março, na região do Porto Formigueiro. Só nos últimos quatro dias, a equipe multifuncional da Prefeitura de Corumbá atendeu mais de 700 pessoas que vivem na parte baixo do Pantanal sul-mato-grossense, região onde o acesso é extremamente difícil.

 

“Por meio deste Programa Social, estamos disponibilizando para esses locais mais distantes do município os mesmos serviços que eles teriam na zona urbana”, destacou o secretário municipal de Governo e coordenador geral do Povo das Águas, Márcio Cavasana, durante o atendimento realizado nesta manhã no Porto da Manga.

 

“Viemos até aqui para ouvir a população e assegurar que o atendimento será mantido durante todo o ano. Só aqui na parte baixa, o programa voltará mais três vezes até o mês de dezembro”, completou. Cavasana também aproveitou para agradecer a parceria da Receita Federal, que disponibilizou diversos materiais para serem doados aos ribeirinhos.

 

A primeira-dama e diretora-presidente da Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico, Maria Clara Scardini, também esteve no Porto da Manga, onde conversou com os moradores e ressaltou a atenção e o carinho que o Poder Público Municipal tem com os povos tradicionais do Pantanal.

 

“O prefeito Paulo Duarte sabe da importância desta ação. Por isso ele acompanha muito de perto o resultado desses atendimentos e trabalha para ampliar, cada vez mais, os serviços oferecidos aqui”, afirmou. “Essa ação só existe por causa de vocês. Valorizamos e reconhecemos a importância de todas essas comunidades que preservam nosso meio ambiente e enriquecem nossa cultura”, reforçou a primeira-dama.

 

O secretário municipal de Produção Rural, Pedro Luiz Lacerda, e a diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente, Luciene Deová, aproveitaram o encontro com a comunidade do Porto da Manga para apresentar mais alguns serviços disponibilizados pela Prefeitura em parceria com o Governo Federal, o Senar e o Sindicato Rural de Corumbá.

 

“O Município está pronto para fazer todo o processo aos pescadores profissionais para a aquisição de barcos e motores de popas. Esse recurso é disponibilizado pela União e pode ser parcelado em até oito anos. Para ter acesso a esse crédito, o pescador só não poder estar com o nome negativado”, explicou Pedro Lacerda.

 

“Também existem outras linhas de créditos, programas voltados aos pescadores e para a própria Colônia de Pesca. Nosso objetivo, conforme orientação do prefeito, é favorecer o desenvolvimento da piscicultura em Corumbá. É gerar renda para o pescador profissional, não só para o atravessador que compra esse pescado por um preço baixo e revende bem mais caro”, prosseguiu o secretário.

 

Já a diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente dialogou com os ribeirinhos sobre a preservação da localidade, um dos pontos pesqueiros mais famosos da região. “Alguns moradores estão querendo arrumar ou ampliar seus imóveis, mas eles ficam na área de preservação permanente. Então isso precisa ser bem estudado e orientado para que nenhuma Lei seja infringida”, explicou Deová.

 

Outra demanda apresentada pelos moradores foi com relação à coleta do lixo domiciliar. “Esses resíduos são recolhidos uma vez por semana, quando o caminhão vem até aqui. O que pretendemos agora é aumentar o número de containers e facilitar o descarte adequado desse material”, concluiu Luciene. Em apenas quatro dias, os profissionais do Município estiveram nas comunidades de Porto Esperança, Forte Coimbra, Porto Morrinho, Manga e no Formigueiro.