Exposição traça paralelo temporal de prédios contemplados pelo PAC das Cidades Históricas

A História relata a importância que teve cada um deles, o momento presente atesta a necessidade de preservação e o futuro garante novos usos como forma de perpetuar o legado deixado ao mesmo tempo em que traz outro significado para os prédios contemplados com recursos do PAC Cidades Históricas em Corumbá. Nesse traçado da linha temporal é que a “Exposição Corumbá Memória Viva” será aberta na noite desta quarta-feira, 12 de novembro.

 

O local escolhido para abrigar as peças que demonstram esse paralelo entre passado, presente e futuro também é um prédio histórico que aguardava para ser devolvido ao uso público em mesma data. O Hotel Galileo, uma das construções históricas mais imponentes da área central da cidade, será inaugurado, abrindo suas portas para receber a população, com a exposição que envolve imagens e dados dos projetos que prometem dar nova vida a vários pontos da cidade.

 

A “Exposição Corumbá Memória Viva” marca, segundo Maria Clara Scardini , diretora-presidente da Fuphan (Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico), o momento de conclusão dos projetos e início das obras com a realização de licitações.

 

“Nesse momento, mostramos todos os projetos para que toda população tome conhecimento da transformação que vai ocorrer em todos esses pontos da cidade. Estamos há mais de um ano trabalhando com a confecção dos projetos porque o nível de exigência é altíssimo. Para fazer projeto de restauro e de recuperação de patrimônio é preciso levantar muita coisa no prédio, desde mapeamento de danos a prospecções pictóricas, por isso não foi tão rápido”, comentou.

 

Scardini explicou como foi elaborada a exposição que tem por propósito atingir toda população que buscar o prédio para visitação ou em procura de serviços públicos que ficarão, a partir do momento posterior à inauguração da exposição, aberto ao público.

 

“Não vai ser uma simples exposição, mas também uma ambientação cênica. Essa é uma maneira de fazermos a exposição ao mesmo tempo que falamos um pouco do que vai acontecer com essas dez projetos que estão espalhados em vários pontos da cidade. Procuramos colocar em cada painel a foto do prédio degradado e a proposto do projeto porque assim as pessoas vão poder comparar em que situação a gente vai pegar o espaço e qual a proposta do projeto”, disse.

 

Para ela, pensar na destinação de cada prédio que será revitalizado foi tão importante quanto detalha dados técnicos de arquitetura e engenharia necessários para a conclusão dos projetos.

 

“A gente quer que todas as pessoas, desde os mais humildes tenham acesso a esses espaços por isso todos foram projetados para atender uma destinação específica com foco no acesso livre ao público”, afirmou.

 

O Hotel Galileo, que começou a ser revitalizado com recursos federais e sofreu paralisação das obras, teve sua conclusão feita com recursos municipais ao cumprir determinação do prefeito Paulo Duarte. Quando assumiu a gestão do município, ele determinou a retomada das obras e, agora, o prédio passará a abrigar, num primeiro momento, o setor de Habitação, ligado à Fuphan, autarquia do município de Corumbá.

 

Os 10 projetos em exposição

 

Corumbá foi a única cidade do Mato Grosso do Sul e uma das 44 do Brasil contemplada pelo PAC das Cidades Históricas, programa do Governo Federal que permite revitalizar seu patrimônio histórico. Para a cidade pantaneira, foram destinados R$ 19,6 milhões que serão aplicados na restauração e requalificação de prédios e equipamentos históricos, localizados na área tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, e de entorno.

 

 

Dez projetos foram contemplados pelo PAC das Cidades Históricas, de um total de 11 apresentados. São a restauração do prédio da antiga Prefeitura Municipal, do Hotel Internacional, do antigo Presídio (Casa do Artesão), do Casarão da Comissão Mista, do Instituto Luiz de Albuquerque (ILA), da Igreja Nossa Senhora da Candelária, além do antigo mercadão.

 

 

Foi contemplada também a Praça do Uruguai, (incluída junto com o projeto do antigo Mercado Municipal), bem como as praças da República e da Independência (requalificação). O décimo projeto é a ligação da parte alta e parte baixa da cidade (acessibilidade).