Após denúncia, fiscais flagram carroceiro despejando lixo em terreno baldio

Fiscais da Fundação do Meio Ambiente do Pantanal flagraram na quarta-feira, 05, uma pessoa que estava descarregando uma carroça cheia de lixo em um terreno baldio localizado na saída para a Bolívia. Ele foi notificado, recolheu todo o material e encaminhado ao aterro do Município, para realizar a destinação final e de forma correta do lixo.

 

Segundo a diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente, Luciene Deová, em Corumbá, muitas pessoas utilizam carroças para transportar este tipo de material, inclusive de origem vegetal, como um meio de sustento.

 

“Elas fazem este tipo de frete, mas acabam descartando o material de forma inadequada. Neste caso nós recebemos uma denúncia e a ação foi imediata. Além de ter que recolher todo o resíduo e levar até ao aterro sanitário, esta pessoa foi notificada pela equipe de fiscalização”, informou Deová.

 

A diretora da Fundação informa que este tipo de procedimento é proibido. “Existem muitas pessoas que utilizam carroças para transportar resíduos. Ganham a vida dessa forma. Isto não é proibido, é um meio de vida delas. No entanto, devem estar conscientes de que o material deve ser descartado no aterro e não em terrenos baldios”, reforçou.

 

Ela informa ainda que técnicos da Fundação de Meio Ambiente, das secretárias de Infraestrutura e Serviços Públicos e da Assistência Social e Cidadania, bem como da Agência Municipal de Trânsito e Transporte (Agetrat), estão finalizando uma proposta de com o objetivo de, além de reconhecer a atividade do carroceiro, Regulamentar, oferecer registro, licenciamento dos veículos de tração animal, habilitação de seus condutores. Até bons tratos com os animais e a destinação correta de resíduos, entulhos e outros materiais oriundos do serviço que prestam à população, vão compor o projeto.

 

“Com a regulamentação, além de trazer à formalidade estes trabalhadores que alugam a força de trabalho de um animal de tração para o transporte de materiais diversos, inclusive o recolhimento e o transporte de resíduos descartados pela população, os órgãos municipais de fiscalização estarão cooperando para disciplinar o trânsito de carroças, como  contribuir para que os animais utilizados neste tipo de transporte não sofram maus tratos, mas principalmente evitar os problemas acarretados pela deposição clandestina de resíduos em terrenos baldios e outros pontos da cidade”, observou Deová.

 

“Vamos também garantir ao carroceiro, a oportunidade de agregar valor ao seu trabalho, como uma forma de melhorar sua qualidade de vida, da sua família, e a qualidade ambiental do Município”, completou a diretora-presidente, reforçando a importância de se ter a população como parceira, denunciando este tipo de prática inadequada do descarte de lixo em terrenos baldios.