Corumbá se prepara para a campanha nacional de vacinação contra a pólio

Em Corumbá, a Prefeitura se prepara para a realização das campanhas de vacinação contra a poliomielite e de seguimento contra o sarampo, que acontecem de 08 a 22 de novembro. Na tarde de ontem, 14, equipe da Secretaria de Saúde se reuniu no auditório do Paço Municipal, para traçar a estratégia a ser adotada durante a imunização, no sentido de atender as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde.

 

“A reunião serviu como preparação para a campanha de vacinação contra a poliomielite e sarampo, que será desencadeada em novembro. Tratamos de todos os detalhes para total eficiência dos nossos trabalhos”, explicou o chefe do setor de imunização da Saúde, Wangley Campos, observando que o encontro contou com a participação da equipe de enfermeiros e também de vacinadores da secretaria.

 

A vacinação contra a poliomielite é voltada para crianças com idade entre seis meses a quatro anos, 11 meses e 20 dias. Já contra o sarampo ou tríplice viral, vai atender crianças de 12 meses a menores de cinco anos.

 

Wangley explicou que, durante o período da campanha, a Prefeitura vai disponibilizar doses das vacinas em todas as unidades que contam com sala de vacinação, como forma de atender todas as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde.

 

A pólio é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada e transmitida por um vírus (o poliovírus) e a infecção se dá principalmente por via oral.

 

O Brasil está livre da poliomielite há mais de 20 anos. O último caso da doença no país foi registrado em 1989, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da doença.

 

Porém, é importante continuar vacinando as crianças porque o vírus da paralisia infantil permanece ativo em outros países. De acordo com a OMS, 26 países ainda registram casos da doença e quatro deles são endêmicos, ou seja, possuem transmissão constante: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão.

 

Já com relação à campanha contra o sarampo, o objetivo é resgatar os menores de cinco anos que ainda não foram vacinados contra a doença, no sentido de garantir a manutenção do estado de eliminação do sarampo e rubéola no país.