Oficinas de artesanatos auxiliam na recuperação de pacientes do CAPSad

Pacientes do Centro de Atendimento Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSad) estão participando de um projeto desenvolvido pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Saúde, que tem ajudado na recuperação dos mesmos. Trata-se do “Artes com as mãos”, que ensina o grupo a confeccionar produtos artesanais, contribuindo assim para o desenvolvimento da coordenação motora, além da questão ocupacional.

 

Atualmente, dois cursos estão sendo oferecidos na instituição e o resultado de tudo isso é que, além de auxiliar na recuperação da dependência química, os pacientes acabam aprendendo uma profissão, que pode auxiliar no aumento da renda familiar.

 

Segundo a gestora do CAPSad, Liliane Pinho de Almeida, as oficinas estão sendo ministradas por dois artesões. As aulas acontecem sempre no período vespertino e tem em média 10 alunos. “Graças a esses cursos, já estamos notando mudanças de comportamento em vários dos pacientes. Além das aulas aqui, eles estão produzindo em casa e, com a venda do material, conseguem melhorar a renda familiar”, destacou.

 

Este é o caso de Vlademir Fernandes, 78 anos, que está no centro há três anos. Ele já está em processo de alta e escolheu seu dia de visita ao CAPSad, justamente no dia em que as aulas são ministradas. “Eu não sabia fazer nada. Aqui, aprendi a confeccionar vários trabalhos manuais”, ressalta. “A primeira coisa que aprendi a fazer foi uma mandala, acabei confeccionando vários em casa e, é claro, acabei ganhando uma grana extra”, contou.

 

A oficina atrai até mesmo pessoas que, em um primeiro momento, afirmam “não levar jeito para a coisa”. É o caso de Everson Oliveira dos Santos, 52, que começou a frequentar o curso e tomou gosto.

 

“Quando entrei aqui em 2008, eu não tinha jeito nem pra fazer colagem. Com o tempo acabei aprendendo a fazer estas peças. Agora que voltei a frequentar o CAPSad, resolvi participar novamente dessas oficinas. Quando vejo que a coisa ficou bonita e que os outros gostaram, é muito gratificante”, revelou Everson.

 

E como forma de incentivar ainda mais os pacientes, a direção do CAPSad encontrou uma fórmula de auxiliar ‘os artistas’, além de angariar fundos para continuidade das oficinas. Os trabalhos produzidos no local estão expostos em uma sala do prédio, à disposição de quem deseja levar para casa, uma bela peça artesanal. Quem desejar adquirir alguma peça, é só comparecer à sede do CAPSad, que fica localizada na Rua Cabral, 1.208, centro.

 

Hoje, o CAPSad atende uma média de quarenta pessoas oferecendo serviços médicos, psicológicos, além de atendimentos com profissionais de enfermagem, assistentes sociais e terapeuta ocupacional.

 

“A maior parte dos nossos pacientes vem porque precisa de ajuda e a família acaba trazendo. Nós não temos como obriga-los a vir, somente quando o Poder Judiciário encaminha. Aí, temos que ter um controle maior na questão da frequência”, explicou Liliane de Almeida.

 

Na sede do CAPSad, a equipe de profissionais oferece também alfabetização, artes sem fronteira, além de programas de apoio em parceria com grupos de Alcoólicos Anônimos, Pastoral da Sobriedade e com o Centro de Convivência de Idosos.