Contratações se mantiveram estáveis em Corumbá no último bimestre

Em Corumbá, as contratações se mantiveram estáveis em 65% das empresas no último bimestre. É o que demonstra o Índice de Confiança do Empresário Corumbaense, uma publicação da Prefeitura, por meio da Secretaria de Indústria e Comércio, em parceria com a Associação Comercial e Empresarial de Corumbá. 

 

Os números foram considerados positivos tendo em vista a queda ocorrida neste período na economia nacional, estadual e local. A pesquisa aponta que, no bimestre, houve queda no número de empregados em 21% das empresas locais, enquanto 12% dos empresários informaram que aumentaram o seu quadro de colaboradores.

 

O levantamento foi divulgado na segunda-feira, 11, pela Secretaria de Indústria e Comércio. Segundo o economista Raul Assef Castelão, gerente de Fomento e Produção Industrial, a diminuição do ritmo da economia em todo o território nacional refletiu no faturamento das empresas corumbaenses.

 

O levantamento apontou que 37% dos empresários entrevistados informaram que tiveram queda no faturamento e, conforme as respostas dos próprios comerciantes, um dos motivos para essa redução foram os feriados, em decorrência da Copa do Mundo. Já outros 35% informaram que o faturamento bruto se manteve, e 20% somam-se aos que tiveram aumento acentuado em seu faturamento, nos últimos dois meses.

 

“Trinta e sete por cento dos empresários entrevistados afirmaram que o faturamento bruto apresentou queda e para 35% ficou estável. Ainda sim, o empresário local mostra-se com boas expectativas para este novo bimestre. Nesta quarta edição do Índice de Confiança do Empresário, temos uma leve alta de 0,65 pontos, na comparação entre os bimestres”, afirmou.

 

A pesquisa aponta que 43% dos empresários estão confiantes com as condições da economia local. “Mas, cabe destacar que o número de respostas menos confiantes aumentou, se compararmos com o último bimestre”.

 

Ainda no último bimestre, a pesquisa apontou que a maioria dos empresários permaneceu com seus estoques estáveis. Após a Copa do Mundo e a estação de inverno, 65% dos empresários mantiveram os estoques, 18% apresentaram aumento e 11% tiveram queda acentuada.

 

Quando consultados a respeito de suas expectativas futuras, 53% dos empresários esperam que a demanda por seus produtos aumente; 31% afirmam acreditar que permanecerá igual no próximo bimestre; 71% pretendem manter o mesmo número de empregados.

 

Quanto à compra de matéria prima, 48% pretendem aumentar para os próximos meses, visando as compras de final do ano, e 67% não irão alterar o preço médio dos seus produtos.

 

Sobre a economia brasileira para os próximos dois meses, 45% dos empresários demonstram confiança, 25% esperam que a economia permaneça a mesma e apenas 24% estão pessimistas. 

 

Já em relação à economia sul-mato-grossense, a maioria dos demonstra confiança, 47%, enquanto 24% relatam que a economia permanecerá a mesma e 23% estão pessimistas.