Construção de dois residenciais para famílias de baixa renda movimenta economia local

Na data em que se comemora o Dia da Habitação, seguem em ritmo acelerado as obras de um dos maiores projetos habitacionais já desenvolvidos na cidade. A construção das 1.040 casas do programa Meu Doce Lar, por meio do “Minha Casa Minha Vida”, entra numa nova fase com o levantamento das paredes que está sendo realizado com uso da técnica de “modulação” que consiste em moldar cada parte da residência por meio de fôrmas que são preenchidas com o concreto. Essa técnica permite diminuir em até 50% o tempo estimado de finalização da obra.

 

“A gente tem acompanhado de perto o ritmo dessas obras e o resultado está muito satisfatório”, comentou a diretora-presidente da Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico, Maria Clara Scardini. Segundo ela, a empresa responsável ao utilizar esta técnica, “está cumprindo os prazos tanto que a gente está vendo a cara de como vai ser uma das unidades habitacionais”.

 

“Ficamos bastante contente porque entendemos o quanto é importante essa questão da moradia para a população. É muito gratificante ver uma obra desse porte no rimo que está, com seu canteiro de obras a todo vapor, empregando mão-de-obra”, Maria Clara, que visitou o canteiro na manhã dessa quinta-feira, 21 de agosto.

 

Ela destacou que as novas unidades habitacionais foram traçadas dentro de um planejamento que prevê uma infraestrutura que ofereça condições dignas de moradia, incluindo drenagem, asfalto, esgoto, água, luz, unidade de saúde, escola, creche, área de lazer, etc.

 

“Esse projeto foi, na nossa Gerência de Habitação, discutido não como uma moradia isoladamente, ele agrega toda uma infraestrutura em torno: obras de drenagem e demais para atender uma obra desse porte”, comentou Scardini.

 

O gerente de Habitação do Município, Madson Ramão, acompanha o ritmo das obras e afirmou estar bastante satisfeito com o cenário mostrado, podendo, inclusive, prever boa notícia para os beneficiados com o programa habitacional.

 

“O prazo de entrega das unidades é de 18 meses, porém no ritmo que vemos aqui, provavelmente, ele poderá ser um pouco antecipado. Para nós é uma grande satisfação, pois sabemos que essas casas são o sonho de muitas famílias”, disse.

 

As unidades deverão ser entregues dentro de critérios estabelecidos pelos programas habitacionais do Governo Federal, tais como para famílias que residam em área de risco, insalubre ou que tenham sido desabrigadas; famílias com mulheres responsáveis pela unidade familiar; famílias de que façam parte pessoas com deficiência. Isto está disposto na portaria do Governo Federal nº 610, de 26 de dezembro de 2011, sobre os parâmetros de priorização e o processo de seleção dos beneficiários do Programa Minha Casa, Minha Vida.

 

Deverão também atender aos critérios do Município: famílias que habitam no local ou no entorno do empreendimento, quando se tratar de projetos de remanejamento/reassentamento; famílias com menor renda per capita (renda familiar mensal até R$ 1,6 mil); famílias com maior número de dependentes menores de idade, conforme o que estabeleceu o decreto nº 1.125, de 23 de janeiro de 2013.

 

O Município também vai reservar no mínimo 3% das unidades habitacionais para atendimento aos idosos, conforme disposto no inciso I do artigo 38 da Lei nº. 10.741/2003.

 

Economia aquecida

 

A construção das unidades habitacionais também implica numa movimentação financeira significativa para o município, na medida em que contrata mão-de-obra local e faz girar toda a cadeia da construção civil, que implica na aquisição de materiais, manutenção de equipamentos, a citar como exemplos.

 

Gustavo Souza Castro, engenheiro-chefe da obra, explica que a empresa responsável pela execução da obra está há 3 meses atuando na cidade e, atualmente, traz um quadro de 120 funcionários, número que deve crescer nos próximos meses.

 

“A tendência é que daqui a 3 a 4 meses chegar a 250 funcionários. São pessoas que moram no entorno da obra gerando uma movimentação muito grande. Somente em mão-de-obra local, as nossas despesas giram em torno de R$ 200 a 300 mil mensais”, contabilizou ao relatar como a obra aquece o mercado das redondezas.

 

“Um exemplo disso é que nossa empresa fornece cartão-alimentação e muitos mercados dos arredores já nos procuraram para saber a bandeira, porque querem vender através do cartão. Uma obra desse porte gera muitos equipamentos, maquinários que precisam de manutenção e isso acontece aqui em Corumbá”, comentou.

 

Outro exemplo de como a construção do residencial influencia no comércio é o aumento significativo de funcionários da empresa que fornece concreto para a executora da obra. Paulo Sérgio Dias, engenheiro-chefe da fornecedora de concreto, comenta o incremento trazido por essa nova demanda.

 

“Aumentamos o quadro de funcionários em 60%, fora o terceiro que nos fornece matéria-prima que aumentou em 40%. Fazemos questão de pegar tudo aqui dentro da cidade. Essa é uma das maiores obras que já participamos em Corumbá. Já fizemos a ponte do Rio Paraguai e o Gasoduto e percebemos que essa obra veio realmente para somar com a cidade”, avaliou.

 

O Residencial Flamboyant está sendo construído no Bairro Guató, com um total de 840 unidades distribuídas em três quadras. Serão 280 em cada uma. Já o Residencial Buriti está sendo edificado no Jardim dos Estados e contará com 200 unidades. Os residenciais estão sendo construídos com recursos federais, com contra partida do Município, recursos oriundos de impostos que a população paga.