Corumbá registra o menor número de notificações de dengue dos últimos anos

A cidade de Corumbá registrou até agora, o menor número de notificações de dengue dos últimos três anos. Até a semana epidemiológica 23, a cidade estava com 627 casos contra 1.897 em 2013 e 1.672 em 2012. Apesar da redução, a Secretaria de Saúde da Prefeitura alerta sobre a necessidade de todos se manterem em alerta, visando o combate e prevenção à doença.

 

“Os trabalhos continuam intensos por parte dos nossos agentes de endemias e dos parceiros no combate e prevenção à dengue. São ações que visam eliminar os focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti. Isto tem sido importante para redução das notificações, mas precisamos estar sempre alertas para reduzir ainda mais estas notificações e, consequentemente, o número de casos positivos”, diz a chefe do Centro de Controle de Zoonoses, Walkiria Arruda.

 

Ela salienta que as ações são contínuas e, mesmo durante o frio, não se pode descuidar. Walkiria lembra que os trabalhos para reduzir os casos estão intensos desde 2013. Mas, observa que é preciso que a população também faça a parte dela, principalmente pelo fato de que 75% dos focos, conforme os últimos levantamentos, se encontram no interior dos imóveis habitados.

 

E foram estes imóveis habitados os alvos de uma recente ação, o projeto ‘Outono sem Dengue’ desenvolvido pelas n ove equipes do CCZ distribuídas em todas micro áreas. Foram visitas a imóveis reincidentes, que apresentaram focos do mosquito mais de uma vez, para eliminar, além orientar os moradores sobre a necessidade de manter estes locais limpos.

 

“Em praticamente todos os imóveis visitados, encontramos focos do mosquito. O trabalho foi para eliminar e orientar os moradores”, explicou. “Em relação aos reservatórios de água ao nível de solo, além da limpeza, fizemos também a distribuição de telas, para evitar que o mosquito deposite seus ovos no interior do depósito”, comentou Walkíria, ressaltando que neste ciclo, já foram distribuídas mais de três mil telas.

 

As telas, aliás, se esgotaram nos últimos dias. A Secretaria de Saúde já está providenciando a aquisição de mais unidades. “Foram mais de três mil distribuídas. Infelizmente, muitas pessoas acabam utilizando para outro fim, inclusive para captura de iscas vivas, quando deveria estar cobrindo o seu reservatório para evitar a proliferação do mosquito”, revelou para, em seguida, anunciar uma nova grande ação ainda neste mês de junho, para reduzir ainda mais as notificações da doença na cidade.