Corumbá inicia discussão para criação de novas áreas de proteção ambiental

A Prefeitura de Corumbá iniciou processo visando criação de novas áreas de proteção ambiental no Município, dentro da categoria de unidade de conservação. O trabalho está sendo desenvolvido pela Fundação de Meio Ambiente do Pantanal que está discutindo o tema com os mais diferentes organismos da sociedade. Uma das propostas vai atender a orla portuária, da Cacimba da Saúde ao Parque Maria Gattass.

 

“Precisamos criar mecanismos para proteger áreas importantes dentro do Município de Corumbá como a Cacimba da Saúde e o Parque Marina Gattass, que estão inseridos na nossa orla. São parques importantes que precisam ser preservados”, comentou a diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente, Luciene Deová. “A proposta é dar continuidade às atividades socioeconômicas, unindo desenvolvimento sustentável com proteção”, completou.

 

Tudo isso está sendo discutido não só pela equipe da Fundação de Meio Ambiente e demais pastas da Administração Municipal, mas também por organismos parceiros como Geopark Bodoquena-Pantanal, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) – Campus Pantanal, Embrapa Pantanal, Ibama, Instituto Homem Pantaneiro, Instituto de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (Imasul), Polícia Militar Ambiental, Exército do Brasil, Ministério Público Estadual, entre outros.

 

“O primeiro encontro com estes parceiros aconteceu sexta-feira e serviu para apresentar a proposta de criação dessas áreas de proteção ambiental. Todo o processo será tratado em conjunto com todos estes organismos e o primeiro passo se refere justamente à região da Cacimba da Saúde ao Parque Marina Gattass”, explicou Luciene.

 

Ela lembra que na Cacimba da Saúde, localizado às margens da Baia do Tamengo, próximo ao Rio Paraguai, existe um importante sítio paleontológico, já incluído no Geoparque Estadual Bodoquena-Pantanal, que precisa ser preservado. Dentro dessa área, o pesquisador alemão Detlef Walde descobriu em 1980, fósseis do pequeno animal invertebrado Corumbella weneri.

 

“Trata-se de um sítio importante que precisa ser protegido. Além disso, precisamos criar mecanismos para manter o local, como fazer o manejo correto da Taboa, sem causar prejuízos ao projeto Mulheres de Fibra”, comentou.

 

Segundo a diretora, a Taboa está se proliferando em toda a região da Cacimba, eliminando os espaços alagados, matando outra planta, que é nativa da região, a Vitória Régia. “A ideia é fazer o manejo correto da Taboa para evitar o desaparecimento da Vitória Régia. Estamos discutindo a implantação de uma faixa destinada à Taboa, mantendo assim, o material utilizado pelas Mulheres de Fibra, evitando que esta planta continue se proliferando, eliminando a Vitória Régia”, comentou.

 

Luciene ressalta que já há estudos apontando que a Taboa, além de se proliferar rapidamente, acaba causando ressecamento de áreas alagadas, podendo causar um desastre ambiental na região da Cacimba da Saúde.

 

Marina Gattass

 

Com a criação dessa área de preservação ambiental, além da Cacimba, outro parque importante a ser preservado é o Marina Gattass. Neste local, a Prefeitura já estuda uma série de intervenções, visando torna-lo em mais um atrativo turístico da região.

 

“Já há estudos e, nos próximos dias, a Prefeitura, por determinação do prefeito Paulo Duarte, inicia uma série de ações no Marina Gattass, que vai transformar toda aquela área, permitindo que seja utilizada de forma correta pela população. O parque está inserido na proposta que estamos apresentando, sem afetar as atividades socioeconômicas, unindo desenvolvimento sustentável com proteção”, concluiu.

 

Propostas para uso e destinação do parque Marina Gattass foram apresentadas ao prefeito Paulo Duarte por um Grupo de Trabalho Intersetorial criado por ele próprio. A ideia é aliar esporte, cultura, meio ambiente e turismo.