Unidades de Saúde se unem para lutar contra a dengue em Corumbá

As 23 Equipes de Saúde da Família (ESFs) da área urbana de Corumbá estão juntas contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Nesta terça-feira, 25 de março, uma grande campanha de conscientização mobiliza mais de 550 profissionais da Secretaria Municipal de Saúde.

 

Os médicos, enfermeiros, vacinadores, auxiliares e agentes de endemias do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) estão nas ruas, conversando com a população e orientando sobre os perigos da doença. “As pessoas estão muito preocupadas com a gripe e acabam se descuidando da dengue”, comentou a médica Silvia Carolina Mendizabal, da UBS Humberto Pereira.

 

“Estamos explicando que tem que tomar cuidado com o H1N1 sim, assim como com a tuberculose, a dengue, a leishmaniose e etc. E o cuidado contra todas essas e outras doenças começa dentro de casa, com a limpeza do ambiente familiar”, completou a integrante do Programa Mais Médicos, do Governo Federal.

 

Em Corumbá há aproximadamente seis meses, a médica vinda da Espanha observou um comportamento diferente da população com relação ao Aedes aegypti. “Muita gente acha normal a dengue. Pensa que é uma doença típica da época do ano, o que não é verdade. Ela pode ser evitada, mas isso depende do envolvimento de todos”, completou.

 

Moradora do Popular Nova, Nilza de Souza, 48 anos, elogiou a ação e reforçou que o combate ao mosquito tem que ser diário. “Três vezes por semana limpo toda minha casa com água sanitária. Não tenho plantas e nem deixo lixo para fora. E na minha rua todos os vizinhos fazem o mesmo. Acho que por isso nunca peguei dengue”, disse a dona de casa.

 

A comerciante Rita Alves Dantas também nunca pegou a doença, mas alertou para os perigos encontrados em algumas regiões da cidade. “Vemos lixo jogado em terrenos baldios, casas com água empoçada. Isso não pode acontecer”, afirmou. Na barraca dela, que percorre quase todas as feiras livres da cidade, todo lixo é ensacado e deixado pronto para a coleta.

 

Por causa do arrastão, todas as Unidades Básicas de Saúde estão com suas portas fechadas, com o atendimento diretamente nas casas dos usuários do sistema. “Este é um arrastão educativo nos pontos considerados críticos, visando controlar e combater a dengue”, explicou a secretária municipal de Saúde, Dinaci Ranzi.

 

Segundo ela, a ação é uma estratégia adotada pelo Município para reduzir os índices de infestação do mosquito causador da doença dentro dos imóveis habitados da cidade. Levantamento do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) demonstra que a maior incidência de infestação está justamente no interior das residências, o que deixou o setor de saúde pública preocupado.

 

Durante o arrastão os moradores são orientados a eliminar do interior das suas residências, pequenos depósitos móveis, vasos e pratos de plantas, frascos com plantas, bebedouros de animais, etc.; pneus e outros materiais rodantes, bem como lixo diverso, como recipientes plásticos, latas, sucatas e entulhos. “Tudo isso é apropriado para proliferação do mosquito da dengue, além de outras doenças”, completou a secretária.