Império canta o amor e lembra personagens marcantes de Corumbá

Mostrando as diversas formas de amor, histórias e personagens que se tornaram referência por demonstrarem de maneira emblemática esse sentimento, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Império do Morro buscou “atingir em cheio” o coração do público.

 

O enredo “Sou mais verde e rosa, Império eu sou…na passarela pode me chamar de amor” levou cerca de 1200 componentes para a passarela do samba. O primeiro impacto da escola foi logo na comissão de frente onde bailarinos com trajes dourados representaram os sacerdotes da Deusa Vênus. Coreografados por Joílson Cruz, eles interagiam com uma composição alegórica figurada numa escadaria ornamentada de cisnes cujo topo encontra-se a deusa do amor.

 

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Juruna e Mari, evoluíram trajados por uma fantasia na qual sobressaiu a cor vermelha e detalhes em dourado para simbolizar “o amor”. A cor vermelha reapareceu em vários elementos, dentre os quais, a fantasia da bateria que representou o “deus amor”. Para tanto, os ritmistas, comandados por mestre Ninho, ostentavam uma coroa como adereço de cabeça.

 

Para a tradicional ala das baianas, a escola optou pela cor amarela, uma vez que as senhoras trouxeram a simbologia da orixá Oxum, considerada no panteão africano como da Deusa do Amor. Por sua vez, a ala dedicada às crianças retomou o tom vermelho. O sacramento do casamento veio representando em integrantes de uma ala que se trajaram como noivos.

 

O amor de Lampião e Maria Bonita, de Peri e Ceci alinhados com o sentimento pela arte, literatura, à vida e à liberdade desenharam todo o desfile da entidade conhecida popularmente como a Verde e Rosa de Corumbá.

 

A agremiação não se esqueceu de nomes importantes dentro da história local e que são referência de abnegação ao próximo, como o padre Ernesto Sassida; e de dedicação à área cultural, como Heloísa Urt..

 

O desfile da Império do Morro terminou com o sentimento refletido na alegria da maior festa popular da cidade. A alegoria “Amor ao Carnaval” trouxe as referências do samba e da folia que se renova a cada fevereiro.