Estrada Parque no Pantanal Sul é tema de reportagem do site 360 Graus

A equipe do site http://360graus.terra.com.br fez uma viagem pela região pantaneira no início do ano, para mostrar as belezas locais, em especial da Estrada Parque Pantanal Sul. A reportagem foi publicada no dia 21 de fevereiro de 2014. Trata-se de um relato dessa estrada histórica, que corta uma das regiões mais ricas do maior município pantaneiro, Corumbá.

 

Quando os aguapés arrastados pelo Rio Paraguai denunciam…. é certo que as águas de janeiro, mostram a época de início da cheia no Pantanal. Como acontece todos os anos até maio/junho, um mar de água doce está inundando o Pantanal, parte do Centro-Oeste do Brasil. A antiga casa erguida em palafitas construída pelo Marechal Cândido Rondon no Porto da Manga demonstra a grande altura que as águas atingem no auge da cheia. O nível já chegou a subir até 6,64 metros em relação à seca.

 

Percorrer os 120 km da Estrada Parque, também chamada de Rodovia da Integração, significa passar por um caminho histórico, única via de ligação entre Campo Grande e Corumbá até meados da década de 80.

 

A estrada foi construída para levar a rede de telégrafo até Corumbá. Feita sobre aterros, foram construídas 87 pontes de madeira que cortam o caminho e permitem o tráfego mesmo na época da cheia. (com algumas exceções, como na travessia do Rio Paraguai que deve ser feita de balsa).

 

Com a construção da Rodovia BR-262, toda asfaltada, que liga Campo Grande com Corumbá, a Estrada Parque se transformou numa Área Especial de Interesse Turístico, com objetivo de promover o desenvolvimento eco-turístico e assegurar a conservação natural e cultural da região. Começando e terminando em dois pontos da BR-262 corta uma região do Pantanal conhecida como Nhecolândia.

 

Existem duas opções para percorrer a Estrada Parque. Quem vem de Campo Grande entra pelo Buraco das Piranhas onde existe um Posto da Polícia Militar Ambiental, próximo ao Morro do Azeite e quem vem de Corumbá, por um lugarejo conhecido como Lampião Aceso. O acesso é fácil e as entradas são bem sinalizadas.

 

A geografia é plana, a vegetação baixa com milhares de ribeirões (corixos) e lagos naturais. Cada ponte é um observatório natural da vida selvagem, como se fosse um zoológico natural. Por este motivo, turistas do mundo todo visitam a região em busca de safáris fotográficos. Reserve pelo menos um dia inteiro para percorrer a Estrada Parque. De preferência, faça um pernoite num dos hotéis fazenda ou pousadas que se localizam pelo caminho.

 

Se for percorrer o caminho na época das chuvas, somente vá com um veículo 4×4, pois grandes buracos e muita lama praticamente inviabilizam a utilização de veículos de passeio baixo. Mesmo assim, leve uma pá para ajudar a desatolar em alguma dificuldade maior. A geografia é plana na parte baixa (trecho que vai do Porto da Manga até o Buraco das Piranhas) mas alguns trechos após a travessia da balsa em Porto da Manga até Lampião Aceso são de morro e podem ficar ruins, apesar de cascalhados com minério de ferro, típico da região.

 

Partindo do Buraco das Piranhas, após 7 km chega-se ao Complexo Passo do Lontra, na travessia do Rio Miranda. O lugar é ótimo para passeios de barco, focagem de jacarés, pesca, observação das belezas naturais e também um bom ponto para pernoitar e prosseguir viagem no dia seguinte. Outras opções de hospedagem são as diversas pousadas distribuídas ao longo do caminho.

 

Muitos sons diferentes indicam a presença de diversos animais. Macacos bugio e prego, tucanos, maritacas, tuiuiús, biguás, garças e gralhas, cutias, pacas e porcos-do-mato, catetos, quatis, queixadas, onças, ariranhas, além de 20 milhões de jacarés fazem do Pantanal um imenso território selvagem. No trecho entre o Porto da Manga e a Curva do Leque, os cervos curiosos, deixam-se fotografar com facilidade.

 

A Curva do Leque é ponto de parada para descansar. Nela o Armazém-Restaurante Esquinão, conhecido também por Quê-Qué, fica aberto e oferece refeições simples mas muito saborosas.

 

Não esqueça de levar uma câmera de boa qualidade, com zoom para poder fotografar os inúmeros animais e pássaros que vai encontrar. O safári termina na travessia da serra do Morro do Urucum, uma reserva de minério de ferro e de manganês onde também pratica-se vôo livre. Do lugarejo conhecido como Lampião Aceso, bastam 9 km para chegar a Corumbá, já na fronteira entre Brasil, Bolívia e Paraguai.

 

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