Com muito brilho e luxo, Nova Corumbá mostra saga do cavalo pantaneiro

Extremamente ligada à história da ocupação de Corumbá e com a expansão da pecuária no município, a Saga do Cavalo Pantaneiro foi o enredo da Mocidade Independente da Nova Corumbá, terceira escola de samba a se apresentar pelo grupo especial da LIESCO (Liga Independente das Escolas de Samba de Corumbá).

 

Com muito brilho e luxo em todas suas fantasias e carros alegóricos, a representante da parte alta da cidade empolgou o público que lotou as arquibancadas e os camarotes da avenida General Rondon.  Já na comissão de frente, o dourado foi predominante. O quesito retratou o nobre espanhol apelidado e El Cabeza de Vaca, primeiro criador a introduzir o animal no Pantanal.

 

No carro abre-alas, a arara, símbolo da Mocidade Independente, ganhou formas estilizadas e, assim como todas as alas, muita cor. As baianas simbolizaram “A Fé Espanhola”, onde o lilás, o vermelho, dourado e azul predominaram. Outro destaque do desfile foi o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeiras. Edelton e Graziela até fizeram o recuo junto com a bateria.

 

Os ritmistas – 120 no total – foram o ponto mais forte da Nova Corumbá. Com muitas paradinhas e coreografias, a bateria comandada pelo mestre Diego foi extremamente aplaudida, assim como a madrinha Edna Pacheco. Ao todo, foram 1.200 integrantes divididos em 12 alas:

 

Ala das Passistas, Espanha, Alvorecer, Kadwéus, da Riqueza, Guardiões, Nhecolândia, Pescador Pantaneiro, Tributo Pantaneiro, da Força e Resistência e, por último, Guaicuru Tropeiro. Na última alegoria, destaque para Luiz Otávio Carneiro, descendente dos primeiros ocupantes do pantaneiro corumbaense.

 

O enredo ainda contou um pouco da história do Barão de Vila Maria, apelidado de Nheco e que batizou a região até denominada de Nhecolandia. A Nova Corumbá é uma das fortes concorrentes ao título de 2014.