Caprichosos de Corumbá revive “tempos dourados” ao som do MJ-6

Uma viagem aos bailes das décadas de 60 e 70 com as lembranças da banda mais antiga em atuação na cidade. Assim foi o desfile do Grêmio Recreativo Escola de Samba Caprichosos de Corumbá que homenageou o grupo MJ-6, referência de música de qualidade que atravessa gerações.

 

Logo na comissão de frente, a escola trouxe casais como num grande baile. O violão das serenatas, as cifras das canções e composições que marcaram época como “Caminho Eu”, até hoje, uma referência de música regional.

 

O carro abre-alas veio com uma onça, símbolo da escola, abrindo espaço para alas, das quais, uma das mais coloridas foi a que tomou com referência as discotecas, cujo figurino dos freqüentadores incluíam calças pantalonas, muito brilho e o famoso penteado “Black Power”.

 

O penúltimo carro alegórico lembrou episódio que marcou a carreira do MJ-6. Um índio era o destaque dentre as alegorias, referenciando a apresentação que o grupo fez na cidade do Rio de Janeiro, onde foram chamados de índios antes de se apresentarem pelo simples fato de serem identificados como uma banda vinda do, então, estado uno de Mato Grosso.

 

A parte mais emocionante foi reservada para o final da apresentação. Um carro alegórico reproduziu o palco de tantos shows e, nele, os integrantes do mais famoso grupo musical de Corumbá, vinham, desta vez, não cantando canções da época dourada, mas o samba que falava em “nostalgia, saudade, alegria” em sua letra criada por Jaó Batista, o JB.

 

Marco Aurélio, Calixto, Geraldo Alexandre, Ramão Terra e Aniceto arrancaram muitos aplausos do público que como dizia o samba, “Vivi emoções junto com vocês, rapaziada do meu MJ-6″.

 

Depois da passagem deste carro, a bateria deixou o recuo e, ao comando o mestre Thiago Manoel, seguiu imprimindo o ritmo do samba no “repertório” romântico do MJ-6 até à dispersão.