Bloco boliviano “Comparsa Crema Camba”, atração no Carnaval de Corumbá

O Carnaval Cultural 2014 de Corumbá terá uma atração boliviana. Quem for à Passarela do Samba na última noite da maior folia do centro-oeste brasileiro, terá a oportunidade de presenciar a apresentação do bloco “Comparsa Crema Camba”, da cidade de Puerto Quijarro, na fronteira com o Brasil.

 

Na noite de ontem, 18, a diretora-presidente da Fundação de Cultura de Corumbá, Márcia Rolon, conheceu a sede do bloco e um pouco do que o grupo vai apresentar durante o Carnaval Cultural, e ficou satisfeita com o que viu, principalmente pelo fato de que a presença do bloco na última noite carnavalesca vai fortalecer ainda mais a integração cultural entre os dois países.

 

Márcia destacou que é por meio da cultura que “conhecemos as pessoas e com o nosso Carnaval Cultural estamos rompendo barreiras, alias barreira esta que não existe, e trazendo para junto à cultura tradicional da Bolívia”, comentou. “Tenho certeza que a presença do bloco vai mostrar como é o carnaval e a cultura boliviana. Faremos um intercambio cultural enorme, fazendo um carnaval único porque o bloco estará aqui com a gente, fortalecendo essa integração entre os povos”, completou.

 

Miguel Oriuela, fundador do “Crema Camba”, disse se sentir muito honrado por ter sido convidado para desfilar no Carnaval de Corumbá. Ele promete mostrar a cultura do seu povo. “Vamos dar o nosso melhor para mostrar o que é o carnaval boliviano, mas precisamente o carnaval dos tempos antigos, quando as pessoas usavam as vestimentas típicas e não somente um abadá”, explicou Dom Miguelito.

 

Na sede do bloco os organizadores apresentaram a rainha mirim, a rainha dos tempos antigos e a rainha atual. Além disso, mostraram as fantasias que serão usadas no dia do desfile.

 

Lorena Oriuela, presidente do bloco, agradeceu a oportunidade de apresentar a sua cultura e lembrou o apoio recebido em Puerto Quijarro. “Queremos agradecer ao prefeito, o senhor Ybar Antelo Dorado, por ajudar o nosso bloco custeando as despesas de transporte e banda, uma vez que isso ficaria por nossa conta. E ter esse apoio do poder público, mostra como é importante manter essa tradição”, afirmou.