Turismo de Pesca em Corumbá movimentou quase R$ 100 milhões em 2013

Os cruzeiros fluviais e os pólos turísticos de Albuquerque, Porto da Manga, Passo do Lontra e Porto Morrinho movimentaram quase R$ 100 milhões durante o ano de 2013 em Corumbá. O valor foi apresentado durante a reunião ordinária do Conselho Municipal do Turismo, no auditório do Centro de Convenções, onde os empresários do setor conheceram os dados da Pesquisa de Demanda e Movimentação Econômica do Turismo de Pesca Esportiva, realizada pelo Observatório do Turismo, ligado à Fundação de Turismo da Prefeitura de Corumbá.

 

O montante de R$ 99.551.759,04 inclui todas as ações movimentadas pelas chamadas cadeias direta e indireta do Turismo durante a temporada de pesca 2013, entre os meses de março a outubro, segundo esclareceu a diretora-presidente da Fundação de Turismo do Pantanal, Hélènemarie Dias Fernandes.

 

Junto ao impacto econômico do setor, também foi traçado o perfil do turista que visita a cidade em busca da pesca esportiva. Conforme o resultado mostrado, ele é do sexo masculino, casado (79,82%), com idade entre 46 a 65 anos (46,63%). A maioria vem da região Sudeste (72,5%), com predominância do estado de São Paulo.

 

A pesquisa também revelou que 96,86% dos entrevistados avaliaram positivamente o passeio, entre as indicações “muito bom” e “bom”. Um dado que chamou a atenção foi sobre a forma como eles souberam do destino turístico. A maioria, 85,71% afirmou que soube de Corumbá por relatos de familiares e amigos. O número se tornou maior, 96,86%, quando os entrevistados responderam que pretendiam retornar à cidade. Maior ainda, 99,1%, foi o percentual que afirmou que indicariam Corumbá como destino turístico.

 

Quase que a totalidade dos entrevistados disse que gastou mais de R$ 3 mil durante o período que estiveram na cidade. Esses gastos se referem às compras diversas, como, por exemplo, as realizadas em estabelecimentos comerciais, excluindo o setor de alimentação e os gastos com hospedagem. No somatório, o valor calculado foi de mais de R$ 1,3 milhão. Valor muito mais elevado foi registrado entre aqueles que afirmaram terem realizado compras na Bolívia. Somente no país vizinho, estima-se que os entrevistados gastaram R$ 8 milhões.

 

Com relação às empresas que oferecem o serviço de pesca esportiva na modalidade cruzeiro fluvial, os 30 empreendimentos geraram 551 empregos, com salário médio de R$ 1.700, o que resultou, mensalmente, numa injeção no mercado de R$ 936.700. Em toda temporada, o valor somado foi de R$ 7.493.600.

 

Segundo a presidente da Acert (Associação Corumbaense das Empresas de Turismo), Joice Santana Marques, os resultados apresentados pelo Observatório do Turismo oferecem dados consistentes sobre o setor, o que ajuda a desmistificar qualquer imagem negativa da atividade.

 

“É muito gratificante vermos esses números, pois mostra a importância do que é o turismo de pesca. São dados importantes para o setor, digo isso, para a nossa sobrevivência. Há uma imagem equivocada com relação ao empresariado do turismo de pesca na cidade, de que só tiramos da cidade. Para se lembrar, foram esses empresários que buscaram a piracema, o pesque e solte do dourado”, declarou.

 

Em sua explanação, a diretora-presidente da Fundação de Turismo, Hélènemarie Dias Fernandes, destacou que o setor da pesca esportiva é reconhecido como grande fomentador da economia local pelo prefeito Paulo Duarte. Ela lembrou que a pesquisa aponta caminhos para tornar o turismo mais organizado dentro do município, bem como leva informações sólidas para a população reconhecer essa atividade como fundamental.

 

“Depois de 35 anos, Corumbá passa a ter uma base de dados do Turismo. O papel da Prefeitura é, além de regular e fiscalizar, fomentar a atividade turística. No segmento da pesca esportiva, vejo que temos um desafio para o setor: precisamos buscar estratégias para a promoção, de forma sustentável, em âmbitos nacional e internacional, do nosso município. É preciso pensarmos em práticas para a implantação de um Selo de Turismo Sustentável, seja com a cota zero ou isenção de taxas”, disse ao se dirigir ao empresariado.

 

Ela comentou ainda que novos balanços serão divulgados durante os primeiros meses deste ano. Os vários segmentos do turismo terão o “raio-x” divulgado com previsão do Ecoturismo ser o próximo.