Imóveis habitados são responsáveis por 84,4% de infestação da dengue

Corumbá está em situação de alerta em relação à dengue. Levantamento realizado neste início de ano apontou um índice de 1,8% de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. A informação é do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ligado à Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal. Um dado preocupante é que imóveis habitados dentro da área urbana são responsáveis por 84.4% dos focos de proliferação.

 

“Realizamos um mutirão no período de 30 de dezembro a 03 de janeiro e o que nos preocupa é que o maior problema identificado é em relação ao alto índice de infestação do mosquito dentro dos imóveis habitados. Estamos trabalhando intensamente, mas é preciso que os moradores também façam a sua parte, eliminando estes focos”, solicitou Walkíria Arruda da Silva, chefe do CCZ.

 

O trabalho foi desenvolvido pelos agentes de endemias nos bairros Centro América, Aeroporto, Cristo Redentor, Dom Bosco, Generoso, Maria Leite e centro da cidade. “Em todos esses locais os agentes detectaram focos do mosquito nos imóveis habitados”, disse.

 

O levantamento mostrou que os depósitos em nível de solo (caixas d’água, tambores, tonéis, poços, etc.), continuam sendo os principais responsáveis pela alta incidência de focos da dengue: 59,4%. Outra preocupação é com relação aos depósitos domiciliares (vasos, pratos, bromélias, ralos, lajes, piscina, etc.) que apresentaram incidência de 25%.

 

“É uma situação preocupante”, revelou Walkíria. “Estamos fazendo uma intensa campanha em relação aos terrenos baldios, notificando os proprietários para mantê-los limpos. Agora, este último levantamento nos mostra que os imóveis habitados estão sendo responsáveis pela alta incidência de focos do mosquito. É necessário que a própria população faça sua parte, eliminando estes focos”, reforçou.

 

O levantamento detectou ainda uma incidência de 9,4% de infestação do Aedes em lixo. Já tanques em obras, borracharias, hortas, calhas, lajes, sanitários em desuso, entre outros, são responsáveis por 6,3%.