Corumbá escolhe novos conselheiros municipais de Cultura durante encontro

Nesta semana, durante o Encontro Municipal de Políticas Públicas para a Cultura, Corumbá elegeu os novos integrantes do segmento não-governamental do Conselho Municipal de Cultura. Representantes de vários segmentos artísticos e culturais estiveram presentes e, antes de escolherem seus representantes, ouviram o balanço anual da Fundação de Cultura de Corumbá com as palavras da diretora-presidente e vice-prefeita, Márcia Rolon, bem como a prestação de contas das ações realizadas pelo Conselho Municipal durante a presidência exercida pelo professor José Gilberto Garcia Rozisca.

 

“Avançamos muito rápido em comparação a outras cidades que estão caminhando com as políticas públicas para a área cultural. Esse movimento, essa estruturação foi rápida, porém sólida, porque nosso Plano Municipal, que foi sancionado no dia 07 de janeiro de 2013, é para 10 anos. Isso é que o corumbaense tem que saber: que o município está também fazendo ações a longo prazo e esse vai ser o legado que nosso mandato do prefeito Paulo Duarte vai deixar para Corumbá”, disse Márcia Rolon ao destacar ainda a qualidade das propostas oriundas da I Conferência Intermunicipal de Cultura, realizada em junho. Muitas delas alcançaram a Conferência Nacional, ocorrida entre 27 de novembro e 1º de dezembro.

 

José Gilberto Rozisca, que presidiu o Conselho Municipal de Cultura no biênio 2011/2013, apontou as principais ações da gestão inaugural do órgão. Segundo ele, o Conselho se empenhou para o fortalecimento das políticas culturais locais, primeiramente lapidando o material advindo das discussões realizadas pela classe cultural entre 2010 e 2011, durante o processo de construção do Plano Municipal de Cultura, o que gerou o documento final, que se tornou lei em janeiro deste ano (Lei 2.294, de 07 de janeiro de 2013). Rozisca citou ainda o fortalecimento da comunicação com diferentes setores culturais, o incentivo à participação nos momentos de discussão.

 

Buscando a representatividade dos várias áreas culturais, a eleição para os novos conselheiros foi segmentada. Os nomes apresentados em cada um dos segmentos foram submetidos a voto e, assim, definiu-se entre os membros titulares e suplentes. Foram eleitos como titulares: Armindo Tudela Fardim (Artesanato); Arturo Castedo Ardaya (Festejos Populares); José Roberto dos Santos Júnior (Produção Cultural e Instituição Cultural Não Governamental); Sílvia Teresa Mercado Cedron (Patrimônio material e imaterial) e Virgílio Miranda Neto (Música). Como suplentes: Deiny Taceo Rejala (Artes Plásticas) e Lívia Galharte Gaertner (Literatura).

 

O conselheiro eleito Armindo Tudela Fardim, destacou a importância do processo democrático da eleição para os membros não-governamentais e já vislumbra um novo momento para o setor cultural com a posse da segunda composição do Conselho Municipal. “É um momento muito alegre, pois há muito tempo trabalho com a arte em Corumbá, sempre briguei pelos objetivos da cultura e estar nesse Conselho é abrir uma janela para todas nossas ações em Corumbá. Juntamente com os companheiros, poderemos ter idéias para fortalecer a cultura local e, mais ainda, colocá-las em prática. Isso é muito importante, é a democracia, poder ter essa liberdade de expressão que o artista tanto precisa e é sua essência”, avaliou.

 

Seguindo a linha de pensamento do artesão Armindo, a diretora-presidente da Fundação de Cultura de Corumbá, Márcia Rolon afirmou após a escolha a eleição que definiu os conselheiros municipais. “Com esse conselho a gente consegue dar valor aos artistas locais, esse é um pensamento que a gente tem. Fazemos assim que o local cresça e apareça. As pessoas que aqui estiveram, estão atuando, dispostas a trabalhar e para a Prefeitura isso é cem por cento porque a gente não faz nada sozinho. Precisamos muito do apoio da sociedade civil, penso ser bastante importante esse biênio que vamos trabalhar, que é a presidência de um não-governamental, acredito que será o momento de uma reestruturação real da Fundação de Cultura”, falou Márcia ao adiantar o que deve acontecer nos próximos dias: a eleição da presidência.

 

No biênio inicial, o cargo de presidente do Conselho ficou com um representante da área governamental e, seguindo o estatuto que rege o órgão, para o próximo biênio a presidência será exercida por um representante não-governamental. Já as vagas remanescentes na suplência, serão definidas pelos conselheiros após publicação do decreto de nomeação e posse.