Chile encanta integrantes da Expedição Unindo Povos – Ligando Oceanos

Depois de deixar La Paz, na Bolívia, os integrantes da Expedição Unindo Povos – Ligando Oceanos, chegaram ao Chile, onde ficam os portos que poderão servir de alternativa para escoar a produção de Mato Grosso do Sul. A primeira parada foi na cidade de Arica, na terça-feira, e hoje, eles estão em Iquique.

 

Para chegar a Arica, foram 458 quilômetros percorridos em quase 8 horas. A estrada, que tem ótimo piso com poucos trechos em obras, é cercada por montanhas coberta de neves e outras que encantam pelo colorido em diversos tons de terra.

 

Em Arica os expedicionários foram recebidos pelas autoridades portuárias e políticas da cidade. Sebastián Montero Lira, diretor da empresa portuária de Arica, fez uma explanação sobre o porto e sua importância para a região e mostrou total apoio a iniciativa dos empresários e autoridades que integram a expedição.

 

“Temos um porto moderno, amplo e com boa capacidade para receber os produtos de Mato Grosso do Sul. Se os caminhões brasileiros chegaram aqui, certamente vamos nos adequar para atender a demanda”, explicou Sebastién.

 

O grupo, com cerca de 90 pessoas, entre políticos, empresários do segmento do transporte, logística, produção e indústria, e que viaja a bordo de 28 picapes Volkswagen Amarok, visitou ainda o Porto de Arica e depois participou de um jantar oferecido pelas autoridades chilenas.

 

Cláudio Cavol, presidente do presidente do Sindicato das Empresas de Transporte e Logística de Mato Grosso do Sul – SetLog-MS, elogiou muito a recepção do grupo.

 

“Desde a nossa chegada, que foi escoltada por batedores da polícia até o cuidado das apresentações feitas, Arica nos mostrou que sabe receber visitantes e que está mesmo empenhada em estreitar os laços comerciais com o Brasil e essa rota pode proporcionar isso. No Chile percebemos que há estrutura e boa vontade política. Além disso, a aduana é bem menos burocrática que a da Bolívia, onde perdemos quase meio dia para entrar com as picapes. No Chile gastamos cerca de meia hora. Tudo isso contribui para que nos esforcemos em viabilizar essa importante rota”, comentou Cláudio Cavol.

 

Nesta quarta-feira, dia 2, o grupo seguiu para Iquique, onde visita um dos maiores portos do Chile e que também pode servir de saída para o Oceano Pacífico, de onde se atinge a Ásia com maior agilidade e economia.