Corumbá capacita profissionais para captura de animais na cidade

Encerrada na sexta-feira, 06, a capacitação para habilitar profissionais da segurança pública sobre a forma correta de capturar animais silvestres na área urbana da cidade. Os 35 agentes que participaram do curso, receberam orientações teóricas e práticas sobre o tema e até mesmo como afastar essas espécies da região.

 

O curso foi iniciado na quarta-feira, 04, uma realização da Pdefeitura Municipal, por meio da Fundação de Meio Ambiente, em parceria com o Ministério Público Estadual e a Embrapa.

 

A veterinária da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), Fabiana Lopes Rocha, participou das atividades e explicou a melhor maneira de conduzir o trabalho. “Durante nossa palestra, falamos sobre o cuidado na utilização de técnicas de segurança, contenção química e debatemos sobre os de captura dos bichos, destacando a importância de reduzir ao máximo o stress do animal”, contou.

 

Ainda segundo Fabiana, em alguns casos não é preciso realizar a capturar do animal. “Ao afastar a população do local, o procedimento fica cada vez mais seguro. E da mesma forma como essa espécie entrou na região, se você propicia a saída com iscas ou outro atrativo, ele sai sozinho e com muito menos stress”, explicou a veterinária.

 

O pesquisador Frederico Lemos, da Universidade Federal de Goiás (UFG), falou sobre a importância de capacitar os agentes sobre o correto manejo e contenção de grandes predadores. “Temos aqui pesquisadores com experiência em capturas e manejo desses animais, mas todo diálogo é sempre bem vindo, uma vez que é cada vez mais frequente a presença de animais silvestres na região”, observou.

 

Ele também defende que a captura é o procedimento a ser usado em último caso. “O ideal é que você vá trabalhando maneiras para que esse animal vá se deslocando para fora da área urbana, sem ser contido por alguma equipe específica”, disse Frederico ao afirmar que a população precisa ser parceira. “É necessário que essas pessoas nos ajudem mantendo-se afastadas do local que surgiu a espécie, para não atrapalhar o trabalho dos agentes”, completou.

 

Ao término do curso, os agentes participaram de uma aula prática e simularam tiros com contenção química. Na ocasião, foi avaliada pelos pesquisadores a quantidade certa de dosagem utilizada nos procedimentos.