Dia Nacional de Saúde é lembrado com ações na unidade da Ladeira

Palestras, atividades culturais e físicas, aferição de pressão arterial e glicemia, além de ações voltadas à saúde bucal marcaram o Dia Nacional da Saúde nesta segunda-feira, 05 de agosto, em Corumbá. A programação aconteceu no período da manhã no Centro de Saúde da Ladeira Cunha e Cruz, centro da cidade, e contou com a participação de um bom público.

 

A ação esteve a cargo da Prefeitura de Corumbá, por meio da Gerência de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde. Seis palestras marcaram a manhã focando tabagismo e violência, saúde bucal, leishmaniose, dengue, raiva animal e hepatite.

 

“Resolvemos fazer esta atividade especial para mostrar a importância do Dia Nacional da Saúde, alertando a comunidade sobre os cuidados necessários para manter uma vida saudável, livre de doenças como hipertensão e diabetes”, disse Maria Ângela Capurro de Paula que coordenou os trabalhos. “Nossa ação vai se estender ao longo deste mês em todas as unidades de saúde da cidade”, completou.

 

A data

 

O Dia Nacional da Saúde foi instituído no Brasil, em 1967, para promover a conscientização sobre a importância do tema entre a população, relembrar os cuidados que cada um deve ter com o corpo e promover a educação sanitária. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento do médico brasileiro Oswaldo Cruz (1872-1917), que se formou aos 20 anos de idade e foi um dos cientistas pioneiros no estudo das doenças tropicais.

 

Oswaldo Gonçalves Cruz ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro aos 15 anos e quatro anos depois especializou-se em Bacteriologia no Instituto Pauster de Paris. Ao voltar da Europa engajou-se na luta contra a peste bubônica que assolava o Porto de Santos.

 

Em 1903 foi nomeado Diretor-Geral de Saúde Pública, cargo que corresponde atualmente ao de Ministro da Saúde. Durante o tempo em que ocupou este cargo (1903-1907), Oswaldo Cruz combateu rigorosamente a febre amarela, a peste bubônica, e a varíola.

 

Em novembro de 1904, estourou na capital, Rio de Janeiro, a Revolta da Vacina, levante popular contrário a uma medida do governo que restabelecia a obrigatoriedade da vacinação antivariólica. Apesar de o governo ter derrotado os revoltosos, foi revogada a obrigatoriedade da vacinação.

 

Quatro anos depois, uma violenta epidemia de varíola levou a população em massa aos postos de vacinação. O Brasil reconhecia então, o valor de seu sanitarista. Em 1913 foi eleito para Academia Brasileira de Letras. Quatro anos depois, sofrendo de insuficiência renal, morreu com apenas 44 anos de idade.