Corumbá intensifica ações para reduzir índices da dengue na cidade

Equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura de Corumbá, estão reforçando as ações de prevenção e combate à dengue na cidade. A proposta é reduzir os índices de infestação pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, com a realização de um trabalho em horário diferenciado, para recuperar os imóveis fechados, além de áreas descobertas.

 

Walkíria Arruda da Silva, chefe do CCZ ligado à Secretaria de Saúde, informou que já neste sábado, agentes de endemias vão atuar em regiões que estão com índices altos. “Vamos iniciar uma ação em horários diferenciados, fora do expediente normal da semana, para reduzir os índices atuais. A intenção é visitar os imóveis que, em outras vistorias estavam fechados, para eliminar possíveis focos. Ao mesmo tempo, vamos trabalhar regiões que estão descobertas, em virtude de férias de agentes destas áreas”, explicou.

 

Já neste sábado, das 08 às 12 horas, os agentes vão atuar na área compreendida entre as ruas Albuquerque, Cáceres, Mato Grosso do a rede ferroviária, no centro da cidade. Já no período das 09 às 13 horas, outra equipe realiza ações na Nova Corumbá, nas ruas Marechal Floriano, Alexandre de Castro, Delfino Scaff. Walkíria informou que o trabalho vai atender outras regiões, sempre aos sábados.

 

Índice alto

 

A preocupação da Prefeitura é com a alta incidência de infestação na cidade. O úlltimo Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), quarto ciclo, realizado entre os dias 01 e 04 de julho, apontou um índice de 4,6% na área urbana de Corumbá, considerado de alto risco. Foi superior ao terceiro ciclo, 3,4%, e inferior aos dois primeiros ciclos, 9,5% e 5,5%.

 

Mais uma vez, o principal vilão da alta incidência de infestação, ficou por conta dos depósitos ao nível de solo, com 51,9%. Em segundo, com 16,9, estão os depósitos móveis (vasos e pratos, frascos com plantas, bebedouros de animais, entre outros). Lixo e outros resíduos sólidos aparecem com 14,3%;    pneus e outros materiais rodantes estão com 13,9%, e depósitos fixos (calha, laje, ralos, sanitários em desuso, entre outros), com 10,4%.

 

Entre os bairros, o de maior incidência de infestação foi o Cristo Redentor com 12,85, seguido pela Nova Corumbá com 7,8; Aeroporto com 7,6; Centro América com 7,0; Guarany com 6,3, Universitário com 5,1; Dom Bosco com 4,7; Cervejaria com 4,4, Popular Velha com 4,2; Arthur Marinho com 3,7; Guató com        3,6; Popular Nova com 3,5, Maria Leite com 3,3; centro 1 (entre a Albuquerque e Antônio Maria Coelho) com 2,7, e Generoso com 2,2. Previsul, centro 2 (entre Antonio Maria e Albuquerque, Industrial, Jardim dos Estados, Nossa Senhora de Fátima e Beira Rio não apresentaram incidência de infestação do Aedes.