Comerciantes bolivianas participam de Negócio Legal para regularizar situação

Nesta quinta-feira, 4, Edith Rojas, Gabriela Hurtado, Monica Antezana e Benigna Lopez, quatro bolivianas egressas da extinta Feira Brasbol, do bairro Aeroporto, resolveram dar um passo importante para a resolução de seus problemas e ingressaram no Negócio Legal, programa gratuito desenvolvido pela Secretaria de Indústria e Comércio de Corumbá em parceria com o Sebrae/MS e a Associação Comercial e Empresarial da cidade.

 

O principal objetivo das quatro comerciantes era o de buscar a regularização e formalização de seus negócios e empreendimentos e de tornarem-se Microempreendedoras Individuais (MEI) para trabalhar dentro da legalidade. “Não adianta só reclamar. Somos estrangeiras, mas queremos ser legais como os empresários brasileiros e estamos aqui buscando informações para isso. Não nos interessa trabalhar sempre com medo de perder tudo em uma fiscalização, por isso se tornar MEI vai nos dar mais segurança”, explicou Edith Rojas, de 45 anos.

 

Para a comerciante Gabriela Hurtado, 18, foram muito úteis as informações que recebeu do consultor do Sebrae e disse que agora sabe o que significa ser um MEI, as obrigações e procedimentos de contratação de funcionário e os benefícios sociais disponíveis. “A gente não tem seguro-maternidade, férias e aposentadoria. Se tornando MEI podemos conseguir isso tudo só por R$ 39 ao mês (valor do imposto único)”, disse a jovem, que após a palestra prometeu anunciar as vantagens da formalização a vários amigos comerciantes bolivianos.

 

As quatro bolivianas, aliás, não veem a hora de retornar semana que vem na Associação Comercial de Corumbá para a próxima palestra do segundo módulo do Negócio Legal, quando aprenderão sobre planejamento financeiro e linhas de crédito disponíveis, parcelamento de débito, segurança de trabalho, marketing e qualidade no atendimento, preenchimento dos formulários mensais, entre outros temas fundamentais para o sucesso de qualquer empreendimento. “Estamos realmente muito felizes com a presença das nossas irmãs bolivianas no Negócio Legal, pois a prefeitura nunca teve a intenção de tirar emprego de ninguém, apenas regularizar a situação e garantir benefícios e segurança aos clientes e aos próprios comerciantes”, explicou o secretário de Indústria e Comércio, Pedro Paulo Marinho de Barros.

 

Segunda etapa

 

Graças ao apoio da Fundação de Cultura de Corumbá e da Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico, esta segunda etapa do projeto também contou com a adesão dos trabalhadores cadastrados nessas fundações e que participam das atividades desenvolvidas na cidade durante os festejos, nas praças de alimentação.

 

Ao término da segunda etapa do Negócio Legal, todos os participantes, inclusive as quatro bolivianas, receberão das mãos do secretário de Indústria e Comércio o diploma de conclusão do curso.