Panfletagem marca Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme

Ato realizado na feira livre desta quarta-feira (19) marcou o Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme, celebrado hoje. O trabalho de conscientização foi realizado pela Prefeitura de Corumbá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, por meio da Gerência de Políticas Para Igualdade Racial, e pela Associação Corumbaense das Pessoas com Doenças Falciformes (Acodfal).

A ex-presidente e uma das fundadoras da entidade, Walthenia Agda Costa, falecida em abril desse ano vítima de complicações da doença, foi lembrada durante o ato. Criada em 2011, a Acodfal tem como objetivo auxiliar as famílias e os pacientes com a doença falciforme, por meio de parcerias com instituições públicas e privadas para um atendimento humanizado e qualificado na área de saúde à assistência social.

A anemia falciforme pode ser detectada horas após o nascimento, por meio do teste do pezinho. Se por um lado a anemia não tem cura, também não é contagiosa. Para reduzir as infecções é aplicada penicilina profilática quando a criança ainda tem dois meses. A enfermidade tem origem desconhecida, mas provavelmente desenvolveu-se na África há milhões de anos.

No Brasil, estima-se que três em cada 100 pessoas são portadoras de traço de anemia falciforme e um em cada 500 negros brasileiros nasce com a doença. Trata-se de uma doença genética e hereditária, causada por anormalidade de hemoglobina dos glóbulos vermelhos do sangue, responsáveis pela retirada do oxigênio dos pulmões, transportando-o para os tecidos.

Esses glóbulos vermelhos perdem a forma discóide, enrijecem-se e deformam-se, tomando a forma de “foice”. Os glóbulos deformados, alongados, nem sempre conseguem passar através de pequenos vasos, bloqueando-os e impedindo a circulação do sangue nas áreas ao redor. Como resultado, causa dano ao tecido circunvizinho e provoca dor.