Corumbá trabalha para implantar uma escola agrícola no próximo ano

A Prefeitura de Corumbá está em entendimentos com a Escola Família Agrícola (EFA) para implantar uma unidade de ensino na região do assentamento Taquaral, para atender as famílias de pequenos produtores rurais do Município. A ideia é colocar o estabelecimento de ensino em funcionamento já a partir de 2014, em uma estrutura montada alguns anos atrás para atender uma fábrica de fécula (farinheira).

 

Na manhã desta sexta-feira, 28, integrantes da administração do prefeito Paulo Duarte se reuniram com representantes da Escola Família Agrícola Rosalvo da Rodrigues, de Nova Alvorada do Sul; da União Nacional das Escolas Famílias Agrícolas do Brasil; Embrapa Pantanal; Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e com representantes dos pequenos produtores rurais, e discutiram amplamente o assunto, definindo inclusive para o dia 9 de julho, uma reunião para tratar de todos os trâmites legais para colocar em funcionamento o estabelecimento de ensino.

 

O encontro contou com as participações dos secretários Pedro Lacerda (Produção Rural), Roseane Limoeiro (Educação) e Hélio de Lima (Governo). Foi uma oportunidade para todos conhecerem as atividades desenvolvidas pela Escola Agrícola, detalhes repassados pelos representantes da EFA, Izabel Passareli, diretora da escola de Nova Alvorada do Sul, e Antônio Barone Rocha, presidente da União Nacional.

 

“O prefeito Paulo Duarte tem enorme interesse na implantação da Escola Família Agrícola na região. Trata-se de um instrumento importante que vai trazer retorno para as famílias de pequenos produtores rurais”, disse o secretário Pedro Lacerda.

 

Ele informou que, no encontro que o prefeito teve com o superintendente do INCRA, Celso Cestari, esta semana, foi tratada a transferência da estrutura da antiga farinheira, no Taquaral, para o Município, justamente para ser a sede da escola. “O interesse do nosso prefeito é tão grande que já iniciamos entendimentos com o INCRA para que a área seja repassada para a Prefeitura”, reforçou.

 

Além disso, a Prefeitura já está em entendimentos com outros parceiros, como a Embrapa Pantanal e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, representadas no encontro desta manhã, para dar suas parcelas de contribuição. “A Embrapa, por exemplo, teria um espaço para fazer seus experimentos no local, contribuindo para que os alunos possam fazer estágios”, disse Lacerda.

 

O secretário Hélio de Lima informou que a proposta poder ser ampliada, atendendo não só os filhos dos pequenos produtores rurais, mas também crianças oriundas das regiões das águas. “Temos a escola do Jatobazinho. No entanto, quando os alunos concluem o ensino fundamental, para continuar os estudos, acabam indo para a escola técnica agrícola na região da Bodoquena. Com esta escola aqui, eles ficariam próximo aos seus familiares”, explicou.

 

A secretária de Educação, Roseane Limoeiro, colocou toda sua equipe técnica à disposição para tratar da formatação do projeto, visando implantação da escola. Também enalteceu a iniciativa e disse que será de extrema importância para atender o homem do campo.

 

Alternância

 

Izabel explicou que a Escola Família Agrícola desenvolve suas atividades dentro de um regime pedagógico de alternância, tendo a Agroecologia como eixo norteador na formação dos alunos, futuros Técnicos em Agropecuária. “Temos três unidades no Estado, sendo duas no ensino médio, e uma no fundamental. Aqui, em Corumbá, seria uma unidade do ensino médio”, explicou.

 

A EFA é um centro de formação e capacitação de jovens, filhos de agricultores familiares, quilombolas e indígenas, visando a formação profissional de nível médio (Técnico em Agropecuária). Oferece também diversos cursos de capacitação para agricultores familiares, viabilizados através de parceiras com instituições governamentais e não governamentais.

 

Ela explicou que as escolas existentes no Estado, atendem filhos de agricultores de praticamente todos os assentamentos na região, inclusive de Corumbá. Todas desenvolvem atividades fundamentadas nos princípios da agroecologia, com o objetivo de formar profissionais para trabalhar como autônomos em unidades de produção familiar, bem como para atuarem como agentes de desenvolvimento rural em comunidades de agricultores familiares, em diferentes entidades ou organizações.