Mineradora vincula recuperação da ferrovia à viabilidade econômica de projeto

A recuperação da ferrovia que liga Corumbá a Bauru, em São Paulo, depende da viabilidade econômica do projeto de expansão estudado pela Vetria Mineradora. A afirmação é do diretor-presidente da empresa, Alexandre Santoro, que esteve em Corumbá na última sexta-feira (17) e se reuniu com o prefeito Paulo Duarte.

“Estamos fazendo um estudo enorme de viabilização desse projeto. A Vetria tem um desafio muito grande de logística, de posicionar esse minério de ferro de altíssima qualidade daqui para os mercados asiático e europeu”, afirmou o executivo. Além de modernizar a malha ferroviária, a mineradora também depende da construção de um terminal portuário na cidade de Santos (SP).

“Nesse momento estamos com um estudo de quantidade e qualidade na mina em Corumbá. E os primeiros relatórios que temos mostram um minério diferenciado, que deve ser uma das reservas mais ricas do País”, continuou. Cerca de 60 profissionais estão envolvidos no trabalho de prospecção do mineral existe na região.

“Especificamente aqui em Corumbá, além desse estudo técnico, vamos começar um estudo prévio sobre esse aumento da capacidade, que é um levantamento socioeconômico e ambiental do projeto. Por isso fizemos questão de vir aqui conversar com o prefeito para contar um pouco desse passo a passo”, continuou Santoro.

Ainda de acordo com o diretor-presidente da Vetria, o objetivo da mineradora não é utilizar totalmente a capacidade da ferrovia. “A proposta é reformar a ferrovia completamente, mas não tomar 100% da capacidade dela. Fica uma capacidade adicional para outras indústrias, outros produtos que, como consequência, vão ajudar a região e quem sabe até atrair outras empresas”, concluiu.

Para o prefeito Paulo Duarte, a malha viária deve atender primeiramente as empresas instaladas no município. “A recuperação é viável porque aqui há grande quantidade de minério que ainda não foi explorada e de altíssima qualidade. É isso que possibilita a viabilização da ferrovia”, avaliou.

“Depois disso podemos ter outras vertentes, que são outros produtos, outras empresas trafegando por essa via e, eventualmente, uma parte sendo usada como trem turístico. Mas, reforço, a ferrovia só será eventualmente recupera por causa da carga”, concluiu o prefeito de Corumbá.