Corumbá quer a sociedade mobilizada no combate à violência sexual

A cidade de Corumbá está trabalhando firme com o intuito de sensibilizar a sociedade para participar de forma ativa e constante, no combate aos crimes praticados contra as crianças e adolescentes. A ação integra a Campanha Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, cujo dia é lembrado em 18 de maio.

 

Os trabalhos, conforme informações da secretária de Assistência Social e Cidadania, Andréa Cabral Ulle, envolvem uma série de parceiros, não só do Poder Público, mas também de outros segmentos da sociedade. Ela explica que a luta é constante, diária, como forma de mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a população para enfrentar o problema.

 

“Estamos intensificando as ações com uma série de atividades na cidade, como rodas de conversa e palestras na região das águas, no Taquari e parte alta do rio Paraguai, no São Lourenço, por meio do Povo das Águas, e na área urbana por meio das equipes que prestam serviços socioassistenciais do município”, explicou.

 

Além disso, está ocorrendo a mobilização da rede de proteção; capacitação dos técnicos de todos os serviços socioassistenciais e dos agentes de saúde; palestras e discussão da temática em escolas municipais, estaduais e particulares, além de blitz em pontos estratégicos da cidade.

 

As equipes que compõem a rede, durante o Festival América do Sul, vão atuar no circuito da festa, como forma de sensibilizar a população sobre a importância da denuncia de casos de abusos envolvendo crianças e adolescentes.

 

“Trabalhamos o ano inteiro em cima disso e em 27 de março intensificamos as ações com início de um trabalho na região das águas, por meio de rodas de conversa, comandadas pela equipe do CREAS”, observou Andréa, reforçando que esta etapa de ações intensivas vai até o dia 11 de julho, com a capacitação para agentes saúde.

 

A data

 

O Dia Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, 18 de maio, foi criado em 1998, quando cerca de 80 entidades públicas e privadas reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. Organizado pelo CEDECA/BA, representante oficial da organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia, o evento reuniu entidades de todo o país.

 

A data foi escolhida porque em 18 de maio de 1973, em Vitória-ES, um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Crime Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos de idade que foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada por jovens de classe média alta daquela cidade. Esse crime, apesar de sua natureza hedionda, prescreveu impune.

 

No entanto, 18 de maio é uma maneira de demonstrar que toda sociedade está comprometida em enfrentar a violência sexual de crianças e adolescentes.