Império desafia o impossível e viaja em um mundo de magia e imaginação

A Império provou nesta noite, de forma inconteste, que tudo pode se tornar verdade. E que atrás da Verde e Rosa só não vai quem já morreu.

 

Quem esteve na General Rondon viu um desfile lúdico e repleto de cores cítricas e marcantes e, de quebra, viajou com a agremiação ao mundo do Faz de Conta. Em um universo inusitado, onde convivem harmoniosamente personagens de histórias infantis diversas, como Aladim, o Gato de Botas, Peter Pan e Alice.

 

O samba-enredo, com muitas quebras de linearidade que enriqueceram a melodia da música, foi conduzido pela voz forte e firme de Wander Timbalada.

 

Na comissão de frente, 12 personagens infantis fizeram bela coreografia, seguidos por um carro alegórico que exaltou a importância do hábito da leitura desde a mais tenra idade. No carro, a escultura gigante de uma criança e um livro com os dizeres “ler é saber”, além de duas coroas ladeadas, símbolo da agremiação.

 

Em verde e rosa, 21 matriarcas vestidas de fadas encantaram a Ala das Baianas. Mas o ponto alto foi a bateria e seus 150 soldadinhos de chumbo. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeiras, Mônica Menezes e Paulo Ricardo, exibiu o pavilhão da agremiação com muitas plumas em verde e rosa.

 

Muitas coreografias, ‘paradinhas’, ‘corridinhas’ e inovações ousadas levantaram o público que lotou as arquibancadas. Tudo sob o competente comando de um dos melhores mestres de bateria de Corumbá, o prata-da-casa Mestre Ninho.

 

O carnavalesco Manoelzinho provou porque é detentor de 16 títulos da maior festa do Centro-Oeste. Usou e abusou da criatividade, com carros alegóricos feitos à partir de isopor (20 peças), uma inovação no carnaval corumbaense. A mais antiga escola da cidade provou que tradição e modernidade podem sim caminhar juntas e harmonicamente. Assim como o verde e o rosa. Tanto quanto a Império do Morro e o samba.