Paulo vistoria danos causados pela chuva e prevê muito trabalho

O prefeito Paulo Duarte percorreu várias regiões de Corumbá na noite desta quarta-feira (09), quando uma forte chuva atingiu a cidade e provocou alagamentos em determinados pontos. Acompanhado de uma equipe da Secretaria de Infraestrutura, Habitação e Serviços Públicos e da Defesa Civil, o prefeito verificou a situação dos bairros da parte alta e do Centro.

“Em 10 dias de trabalhos intensos estamos verificando as diversas demandas na cidade. Ontem, eu, o Secretário de Infraestrutura, Luiz Mário (Preza Romão) e a equipe da Seinfra, percorremos os bairros de Corumbá que foram mais atingidos pela chuva forte que durou cerca de duas horas”, comentou Paulo Duarte. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a precipitação foi de 82,6 milímetros em menos de seis horas.

A vistoria, que começou por volta das 22h30, só terminou depois da meia-noite. O grupo percorreu os bairros Popular Nova, Cristo Redentor, Nossa Senhora de Fátima e o Cravo Vermelho. O prefeito entrou em várias residências afetadas pela chuva e conversou com moradores. Ações emergências começaram a ser realizadas já nas primeiras horas desta quinta-feira.

“Muita coisa já foi feita para solucionar o problema de drenagem de água, porém há muito trabalho ainda a ser feito”, constatou Duarte. Uma das providências a serem tomadas pelo Município é a elaboração do Plano de Metas de Drenagem e Pavimentação, conforme determina a Lei Federal n.º 11.445/2007, conhecida como Lei do Saneamento Básico.

“Vamos designar uma comissão para tratar exclusivamente da questão da drenagem e pavimentação”, explicou Luiz Mário. Outra meta é a elaboração do Plano Permanente de Defesa Civil, instrumento que vai nortear as ações da prefeitura em caso de alagamentos ou qualquer outra situação de emergência. “No caso da chuva de ontem, os alagamentos foram provocados porque a água desceu em grande volume e velocidade da parte sul, mais alta, para as regiões afetadas”, explicou o secretário de Infraestrutura.

De acordo com Luiz Mário, isso foi provocado, em parte, pela diferença entre as galerias antigas e as feitas recentemente, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “As galerias antigas não comportam o volume de água que desce da parte alta, que hoje é bastante povoada e por isso também impermeabilizada. Então no ponto que elas encontram com as galerias novas, maiores, pode ocorrer problemas”.

O secretário reforçou também a necessidade de manter sempre desobstruídas as bocas de lobo e entradas de galerias. “Pedimos para a população não jogar lixo nesses locais. Esses materiais acabam indo para rede e provocando o entupimento, dificultando ainda mais o escoamento da água das chuvas”, concluiu.