Após Plano, Corumbá quer ser referência cultural da América do Sul

A cidade de Corumbá acaba de ganhar o seu Plano Municipal de Cultura e, agora, caminha para se tornar efetivamente, uma referência cultural sul-americana. Aprovado na semana passada pela Câmara de Vereadores, a Lei 2.294 que instituiu este importante instrumento para o desenvolvimento cultural do Município, foi sancionada na tarde desta segunda-feira (07) pelo prefeito Paulo Duarte.

 

A solenidade foi marcada pelas presenças de representantes dos mais diferentes setores culturais da região e começou com uma bela música, Nos Bailes da Vida, de Milton Nascimento, com o maestro Luciano Gibaile, auxiliado por Jonas e Marcos Faria.

 

Ao sancionar a lei, Paulo Duarte agradeceu os vereadores corumbaenses que, demonstrando a importância de uma perfeita parceria, aprovaram a instituição do Plano no dia 03 de janeiro, em sessão extraordinária convocada pelo prefeito.

 

Paulo lembrou que o documento, até ser aprovado, foi amplamente discutido por pessoas ligadas ao setor cultural corumbaense e destacou a participação da ativista cultural Heloisa Helena da Costa Urt, falecida em novembro de 2011. “Ela é um símbolo da cultura não só de Corumbá, mas de todo o Mato Grosso do Sul”, enfatizou.

 

O prefeito lembrou que o Plano servirá de norte para elaboração e cumprimento de políticas públicas, diretrizes e critérios, planejamento, implementação, acompanhamento, avaliação, monitoramento e a fiscalização das ações, projetos e programas na área cultural, em diálogo com a sociedade civil.

 

“O Plano Municipal de Cultura é uma bússola de Corumbá naquilo que ela tem de maior referência, que é a sua cultura”, destacou Paulo, lembrando que serão 14 metas para serem implementadas “em absoluta sintonia com a Política Nacional de Cultura do Governo Federal”.

 

Regulamentação

 

Após sancionar a Lei, o prefeito informou que, ainda esta semana, vai assinar um decreto com a sua regulamentação, além de estabelecer competências. É que, quando o documento foi formatado, a pasta da Fundação de Cultura abrangia também o turismo e o patrimônio histórico.

 

“Hoje são três pastas distintas e precisamos estabelecer o que compete à Fundação de Turismo do Pantanal e à Fundação de Desenvolvimento Urbano e do Patrimônio Histórico, definir qual será a área de atuação de cada um”, observou Paulo.

 

“Nós temos agora, uma lei  feita efetivamente com a participação das pessoas, como nós queremos que seja feita na nossa administração. Efetivamente queremos colocar nossa cultura, como referência não só no Mato Grosso do Sul e no Brasil, mas na América do Sul“, ressaltou aos presentes.

 

Paulo lembrou que Corumbá tem potencial e que os talentos que aqui existem, “vão possibilitar que cheguemos a esse patamar, e tenho certeza que chegaremos. É importante que todos nós saibamos, que os aspectos culturais da nossa cidade vão e podem ser visto como fio condutor de desenvolvimento e crescimento, da geração de emprego e renda e preservação dos nossos talentos”.

 

O prefeito reforçou a sua meta de continuar incentivando eventos de relevância nacional, mas “todos terão a participação efetiva dos artistas da terra. Nós queremos fazer efetivamente uma cultura voltada não só para um determinado seguimento, mas voltada para o povo, para a população. Levar a cultura aos bairros, aos assentamentos, distritos e, efetivamente, ter a cultura democratizada aqui na nossa cidade”, finalizou.

 

O ato foi prestigiado por um grande número de artistas, entre eles um ícone, Agripino Magalhães, 95 anos, reconhecido nacionalmente pela habilidade de confeccionar e tocar a viola de cocho. Presentes também o presidente da Câmara de Vereadores, Marcelo Yunes, bem como Mohamad Abdalah, Cristina Lanza, Roberto Façanha, Tadeu Vieira, Ronaldo Costa, Luciano Costa, Yussef, João Lucas Martins, Carlos Alberto Machado; Dirceu Rodrigues, presidente da OAB-Corumbá, além de secretários e assessores municipais.